Nota oficial da AERJ e FENET sobre os ataques do jornal “O Globo”

By | 20.9.21 Leave a Comment

Recentemente, no domingo, dia 12 de agosto de 2021, o jornal O Globo publicou uma matéria em sua edição impressa na qual ataca a Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro, afirmando que a Sede da AERJ, localizada na Rua República do Líbano, 35 e conquistada com muita luta, é subutilizada. O texto, obviamente, é completamente infundado e visa apenas atender aos interesses da especulação imobiliária e do grande capital.


Com espaço suficiente para desenvolver suas afirmações improcedentes, a matéria, de uma extensão de 19 parágrafos, apresenta-se, na aparência, como uma pesquisa sobre imóveis vazios e subutilizados no Centro da cidade do Rio de Janeiro. No entanto, em momento algum é citado qual o parâmetro para tais classificações. Se não dá lucro aos bolsos dos grandes empresários, então o imóvel é subutilizado? Se o terreno é cedido a um movimento social, então é subutilizado?


A Casa dos Estudantes, Sede da AERJ, vem cumprindo, mesmo durante o período pandêmico, papel fundamental na luta popular e estudantil a nível estadual. Lá, a AERJ, enquanto entidade estudantil, realiza reuniões com sua diretoria e os estudantes; imprime as carteiras estudantis, que garantem o direito à meia-entrada; organiza a campanha Merenda Solidária, que já distribuiu mais de 25 toneladas de alimentos para estudantes pobres e suas famílias; cede espaço para organização da mobilização popular, como no caso de plenárias contra o aumento do preço das passagens da SuperVia, por exemplo; e muitas outras coisas. 


Todos os dias, sem exceções, a Sede da Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro é utilizada, mas o jornal O Globo parece discordar:


“Entre os imóveis municipais, um da República do Líbano 35, com térreo e dois andares, é subutilizado. O espaço foi cedido, em 2014, por dez anos, prorrogáveis por mais dez, para uma associação de estudantes secundaristas.”


Mas, se é mentira, como já foi demonstrado, por que, então, O Globo incluiu a Sede da AERJ na matéria? A realidade é que a preocupação não é com o cumprimento de função social dos terrenos. Se fosse esse o intuito, não teriam, em outro trecho da matéria, chamado de invasão um movimento digno que ocupou um prédio que não cumpria função social há anos para servir de moradia a dezenas de famílias pobres, organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. 


O jornal O Globo não esconde seus objetivos, mas apenas tenta torná-los mais palatáveis com eufemismos e inverdades: a sua defesa é da especulação imobiliária, e não da real funcionalidade das propriedades. Servindo de linha de apoio do Partido NOVO, falam explicitamente do número de apartamentos que poderiam ser construídos no lugar das propriedades públicas que supostamente seriam subutilizadas. Começa a ficar mais claro: trata-se de um projeto multimilionário das imobiliárias, que colocam o lucro acima da vida. A mídia burguesa, claro, não poderia deixar de apoiar.


A verdade é que sem função social era o prédio antes de ser concedido por decreto pela prefeitura para a AERJ. Antes,era sede da guarda municipal e ficou fechado por 15 anos. Quando ganhamos o direito de usar o prédio, o edifício além de muita sujeira, tinha muito entulho e mobília estragada (isso tudo com dinheiro público perdido), era desocupada, cheia de ratos e baratas. Foi, com muito esforço e trabalho voluntário, às duras custas, reformada, para avançar a luta pelos direitos dos estudantes no estado. Esse é o tipo de função social que deve dominar a cidade, e não a especulação imobiliária.


Não é justo que a maioria da população apenas tenha acesso a uma narrativa mentirosa que ataca os movimentos sociais para privilegiar o lucro! Merecemos ter o direito de mostrar a verdade, sem cortes ou falsificações. Exigimos do O Globo nosso direito de resposta!

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