UMEAB NA LUTA CONTRA O FECHAMENTO DAS ESCOLAS!

By | 3.2.18 Leave a Comment


ESTUDANTES DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS NA LUTA CONTRA O FECHAMENTO DAS ESCOLAS!

Desde meados do ano de 2016, a prefeitura de Armação dos Búzios vem tentando acabar com ensino médio municipal no Colégio Paulo Freire. Através de muita luta e resistência, a comunidade escolar obteve vitória e conseguiu a permanência de tal modalidade na cidade.

No entanto, entre o final de 2017 e o início de 2018, o mesmo governo, ainda gerido pelo PMDB,
voltou a atacar os estudantes, cancelando o ensino médio noturno no INEF, escola localizada na região mais periférica da península, e no Paulo Freire (neste também foram fechadas quatro turmas no turno da tarde), os quais são responsáveis por atender jovens, que em sua maioria, trabalham durante o dia e já tem filhos. Além disso, também foi encerrado o ensino de jovens e adultos (EJA) na Escola M. Profª Cilea Maria Barreto.

Sem a oferta de ensino médio municipal, os alunos atendidos por esses colégios ficariam sujeitos à turmas superlotadas, teriam que se dirigir para outros municípios ou simplesmente deixariam de estudar, visto que, o único colégio estadual da cidade, não é capaz de oferecer todas as vagas necessárias. Inclusive, a fundação do Paulo Freire no ano de 2002, ocorreu justamente por já ser uma necessidade da população, que naquela época, era de apenas 18 mil habitantes, segundo o IBGE. Após mais de uma década, com o número de moradores mais que dobrado, uma única unidade do estado, sem passar por nenhuma obra de ampliação, obviamente não poderia abarcar toda a demanda de alunos existente atualmente.

 Conhecendo a realidade supracitada e ignorando a importância histórica, cultural e social destas instituições, a prefeitura criminosamente priva os jovens do acesso à educação, contribuindo com o crescimento demasiado da evasão escolar no balneário, que segundo o Ministério Público, atinge 60% da juventude em idade para estar no Ensino Médio. Taxa superior a nacional que é de 45%, e a regional que é de 37%. Sem a perspectiva de um futuro digno, ocasionado pela falta de estudos e de qualificação profissional, muitos destes alunos estarão designados ao tráfico e à criminalidade.
O ensino público e gratuito é um direito constitucional, e não pode ser violado! Quem fecha escolas, abre cadeias, pois a educação é um instrumento essencial para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência na sociedade.

JONAS SILVEIRA
SECRETÁRIO GERAL  DA UMEAB 
UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
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