Só quem luta conquista! Balanço da AERJ sobre o processo das ocupações no Rio de Janeiro.

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           O processo das ocupações do Rio de Janeiro foi um marco da luta secundarista do Rio de Janeiro. Desde as ocupações de São Paulo esse movimento tem crescido bastante e ganhado uma proporção e adesão sem igual. No Rio esse processo começou muito parecido com a "Revolta dos Pinguins" no Chile. Depois de mais de 300 manifestações na porta de escolas estaduais as ocupações começam. Porém só se massificam a partir do dia 8 de abril quando os estudantes decidiram ocupar o Colégio Estadual Chico Anysio, a menina dos olhos da SEEDUC, uma escola onde se incentiva "Protagonismo Juvenil" porém quando os estudantes foram botar o tal "protagonismo" em prática foram duramente reprimidos e logo o ocuparam sua escola.
           O processo se desenrolou e chegou a mais de 70 escolas ocupadas em todo o estado.
           Em meio a mobilização houveram iniciativas de se formar um espaço coletivo que representasse todas as ocupações. Porém devido a falta de habilidade e amadurecimento político de algumas entidades estudantis e comportamentos hora fascistas, hora oportunistas de alguns estudantes e professores denominados "independentes" a dificuldade para a conformação desse espaço foi grande.
           O comando das ocupações deliberou coisas importantes, desde o trancaço em todo estado das escolas ocupadas até a ocupação na SEEDUC para conseguir diálogo com o secretário de educação Antônio Netto.
           Depois de compromisso do Secretário com o fim do SAERJ e da coleira eletrônica além da eleição direta pra diretor no início de 2017 e nas escolas ocupadas em 40 dias após a desocupação com a pressão dos estudantes o movimento se fez vitorioso e em menos de uma semana aconteceu a votação do projeto de Eleição Direta para diretor de escola na ALERJ passando por humanidade.
           Pós isso estava dada a maior vitória do movimento secundarista do Rio de Janeiro pós a conquista do passe livre. Porém vários setores insistiam em dizer que essa vitória não significava nada.
           Pós isso muitas coisas aconteceram. O governo do estado bota um verdadeiro "bode na sala" nomeando para Secretário de Educação o Presidente da FAETEC Wagner Victer para atrasar as negociações que já estavam bem encaminhadas. Além disso o comando das ocupações começa a perder sua legitimidade e ter posicionamentos arbitrários de não deixar integrantes de Entidades estudantis participarem de suas reuniões e estudantes de escolas ocupadas usarem adesivos e blusas de suas respectivas entidades e movimentos além de ameaças machistas por parte de alguns integrantes do comando para com as companheiras da AERJ.
           Na reta final das ocupações vimos a Juíza responsável por mediar o caso decidir que as ocupações podem continuar porém não pode impedir as aulas num tom arbitrário e de tentar esfriar o movimento das ocupações.
           Antes mesmo disso acontecer com todo o desgaste do tempo, movimento desocupa e entendendo que o movimento foi vitorioso como poucos que já aconteceram no estado e agora nos cabe continuar cobrando o governo do estado para cumprir suas promessas várias escolas ocupadas decidem desocupar com um importante saúde vitorioso.
           A AERJ acredita que esse movimento foi uma verdadeira aula de cidadania para todos que viveram e a acompanharam o processo das ocupações. Vivência coletiva, desconstrução de preconceitos, inúmeros debates e a construção da escola que queremos não é pouca coisa nesse momento da história onde se ameaça a frágil democracia que vivemos.
           O processo das ocupações foi muito vitorioso e vai deixar de herança toda uma geração de jovens que nunca mais vão ser os mesmos nas salas de aula, em casa, nas universidades e nos espaços de trabalho.
           A juventude tem um potencial de mudança que nenhum teórico conseguiu dimensionar até hoje. Nós somos peça essencial na construção de uma sociedade mais justa.
           Nosso saldo de crescimento é imenso, tanto politicamente quanto numericamente. A entidade que diz que saiu desse processo sem aprender nada e sem nenhuma autocrítica pra fazer vive alheia a realidade é não entendi a importância da papel de transformação social do movimento estudantil.
           A luta avança e a AERJ só cresce, com muitos jovens estudantes que decidiram se organizar e vale destacar que grande maioria dessa juventude é de mulheres, negros e LGBTs que são as principais vítimas dessa sociedade.

           A AERJ somos nós!





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