Quem faliu o Rio de Janeiro?

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O Estado do Rio de Janeiro desde 1º de janeiro de 2003 é governado pelo PMDB. O ciclo começa com Rosinha Garotinho (hoje no PR) passando a bola para Sérgio Cabral, que assume o Palácio Guanabara em 1º de janeiro de 2007 até o dia três de abril de 2014, onde entrega a cadeira para seu Vice Governador, também do PMDB, Luiz Fernando Pezão, que em seguida é eleito Governador para o mandato 2015/2018. Em 28 de março de 2016 esse ciclo é “interrompido” por problemas de saúde de Pezão, que entra de licença, assumindo seu Vice, Francisco Dorneles, do PP, porém, com a mesma política econômica de todos os governos do PMDB, governar para os ricos!

No dia 17 de junho de 2016 um fato histórico acontece no Estado do Rio de Janeiro. O Governador interino Francisco Dorneles decreta “Estado de Calamidade Pública”. Um fato nunca acontecido na história do Rio. Esse decreto tem como justificativa a falta de dinheiro do Estado para pagar serviços públicos básicos como educação, saúde, segurança pública e previdência. Importante lembrar que desde 17 de março acontece uma greve geral dos servidores da educação (ensino médio, ensino técnico e universidades estaduais) do Estado do Rio de Janeiro. Porém, o fato dos aposentados e funcionários do Estado não receberem seus salários fica abafado nas vozes de Dorneles, pois o Rio de Janeiro está prestes a receber um evento mundial, as Olimpíadas e as Paraolimpíadas, e o Estado não tem recursos para concluir as obras do mega evento. Claro, para o governo, que isso não pode acontecer. Porém, as famílias dos servidores podem ficar sem comida na mesa e as contas de luz e água podem ficar meses atrasadas.

Falando em contas, importante lembrar que durante o reinado do PMDB no Rio de Janeiro, empreiteiras, empresas de ônibus, joalherias, a Super Via, entre outras, receberam isenção fiscal de mais de 128 bilhões de reais do Estado. Dinheiro que pagaria o salário de todos os servidores públicos do Estado por 6 anos. Além disso, Sérgio Cabral e Pezão também foram alvos da delação premiada de Paulo Roberto Costa (ex-Diretor de Abastecimento da Petrobrás) na operação Lava Jato. Paulo Roberto os acusa de receber mais de R$ 30 milhões de “caixa dois” para a campanha de Pezão.

O governo do PMDB também foi protagonista de episódios marcantes na sua gestão. Considerado o governo de Estado com maior rejeição no período das jornadas de junho de 2013, o movimento “Fora Cabral” tomou repercussões nacionais ocasionando inclusive acampamentos em frente à casa do ex-governador. Outro fato importante é que Pezão foi eleito com um número de votos nulos maior que o seu quantitativo de votos validos. Além disso, o número de greves de setores essenciais foi gritante, destacando as greves da educação e o movimento SOS Bombeiro. Sérgio Cabral também foi o governador que entregou o Maracanã de mãos beijadas para Eike Batista e quem aplicou a política de higienização das favelas cariocas para a Copa do Mundo através das UPPs.

O desgoverno do PMDB não é de hoje. Cabral e Pezão faliram o Rio de Janeiro e encheram seus bolsos e dos empresários de dinheiro com sua política de governar para os ricos; porém os estudantes, a juventude e os trabalhadores nunca abaixaram a cabeça para tantos ataques e sempre se mobilizaram muito. Importante lembrar que em 2013 o Rio de Janeiro botou mais de um milhão de pessoas nas ruas gritando “Fora Cabral” e que recentemente o processo de ocupações de escolas do Estado do Rio de Janeiro conseguiu grandes vitórias para a gestão democrática da educação, com o fim do SAERJ, política meritocrática praticada durante grande parte do Governo PMDB, além da conquista de eleições diretas para diretor de escola!
O que faliu o Rio de Janeiro não foi o Passe Livre dos estudantes e nem o reajuste salarial dos servidores públicos, mas sim a política de privilégios para os ricos que o PMDB tem como regra em seus governos; lembremos que também foi o PMDB com toda a corja da Câmara Federal que deu um golpe no país tentando impor um governo ilegítimo de Michel Temer, que não representa a juventude e nem os trabalhadores.
Temos muito que lutar para acabar com essa política de governo para os ricos no Rio de Janeiro e no Brasil. A saída é a luta. Esses governos não resistem a pressão popular organizada, greves, ocupações e muita denúncia. Nós da AERJ nos somamos a todas as lutas dos servidores contra as injustiças do PMDB. Os trabalhadores e a juventude não pagarão pela crise. Não temos nada a temer!
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