Por que nós repudiamos a lei escola sem partido?

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                   Atualmente estamos vivendo uma crise de representatividade política muito grande entre os trabalhadores e estudantes. A realidade é que pouco nos sentimos representados pelos partidos que vêm disputando as eleições nos últimos anos. Isso porque muito prometem e pouco cumprem. No entanto, ao invés de fomentar a participação política popular a fim de permitir que o povo faça sua própria política, alguns setores hipócritas da política se aproveitam disso para lançar o projeto de lei “escola sem partido”, sabendo que com esse nome pode ganhar apoio dos mais desacreditados em organização política e enganar a muitos. Mas não nós.

                   O projeto de lei escola sem partido significa na prática a criminalização de opiniões políticas contrárias a opinião dos que dominam a política hoje com seus malotes de dinheiro e a criminalização do direito de organização. Ninguém é obrigado a se organizar em nenhum partido, ninguém é obrigado a pensar igual a ninguém, mas precisamos ter espaço para debater, senão ficaremos sempre presos a ouvir a opinião de quem tem a máquina na mão.

                   Essa lei não significa efetivamente não fazer política na escola. Isso seria impossível, já que a administração de uma escola e a convivência e aprendizado são atos políticos por sua natureza. Significa não poder contestar em caso de discordância, com medo de ser acusado de romper com essa lei.

                   O direito de organização e o direito de expressão são direitos que foram conquistados com muita luta, muito suor e muito sangue de quem lutou contra a ditadura e esse tipo de lei. Já calaram nossa voz antes e para podermos falar novamente tivemos que ver vários companheiros dessa luta pela educação e por uma sociedade diferente morrerem, serem torturados e outras barbaridades defendidas pelos conservadores no nosso país.

                   A história se repete e por isso precisamos nos organizar desde já para barrar esse projeto de lei. Não à censura! Pelo livre direito de organização e de expressão!

Rafaela Corrêa
Secretária Geral da AERJ



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