Ocupando as ruas, escolas, os livros de história e o futuro!

By | 09:12:00 Leave a Comment


Muita gente tem se perguntado e questionado bastante porque o movimento de ocupação das escolas estaduais do Rio de janeiro tem ganhado tanto corpo, apoio e tem incomodado tanto a Secretaria de Educação e o Governo Estadual. No fim de 2015 quando explodiram as ocupações no Estado de São Paulo contra o projeto de Reorganização do Alckmin muita coisa ficou evidente e se descobriu nesse processo. A primeira delas é o descaso dos governos com a educação pública, um direito conquistado do povo brasileiro. Hoje temos escolas caindo aos pedaços de norte a sul do pais, professores desvalorizados com materiais pré históricos ao mesmo momento que vemos as assembleias legislativas e câmaras de vereadores com estruturas colossais e grande parte dos filhos de parlamentares estudarem em escolas privadas.



"Entender a escola como um espaço de formação de seres humanos e não de maquinas é um tapa na cara do quem quer usar a educação como negócio."

Outra coisa muito importante que se desenvolveu nesse período de ocupações e que cresce a cada momento é o de pertencimento dos estudantes ao que é seu, no caso a escola. Quando estudantes ocupam uma escola e fazem dela um espaço agradável e que de fato os estudantes queiram ficar por ali e viver aquela realidade, isso é uma grande revolução que não interessa aos poderosos. Entender a escola como um espaço de formação de seres humanos e não de maquinas é um tapa na cara do quem quer usar a educação como negócio.
Hoje os jovens ocupam suas escolas, universidades, assembleias legislativas e sedes de governos autoritários com muitas pautas e um só sentimento, de construir uma sociedade diferente onde a juventude seja levada a sério e o lucro não venha antes da vida. Em junho de 2013 a juventude tomou as ruas por mais direitos de um jeito que o Brasil nunca tinha visto e hoje o mesmo sentimento está nos corações e mentes da estudantada do Rio de Janeiro e do Brasil.




A ocupação trata da mesma forma desde o aluno mais bagunceiro até o mais “nerd”. Todos eles passam a ser construtores de um mesmo espaço. Fato que na ocorre quando na gestão da escola a democracia não prevalece. Como no caso das escolas estaduais do Rio de janeiro onde os estudantes mesmo sendo mais de 80% da escola sequer podiam votar no diretor da unidade escolas.
As ocupações vieram não só pra conquistar vitórias reais para o movimento mais também para dar uma aula de cidadania a toda essa juventude que tem o privilégio de viver esse momento e um ponto final na política de mercantilização da educação e na meritocracia do estado que só pensa em maquear resultados.



As entidades estudantis sempre tiveram um grande papel nas mobilizações da juventude do pais. Mais um papel diferente do que cumprem hoje. Hoje grande parte das entidades estudantis vivem a reboque da estudantada e sofrem de um grande vicio pois não conseguem entender que o estudante se sente construtor de algo quando verdadeiramente ele pode construir e ter voz nesses espaços. Hoje nós da AERJ temos muito orgulho de crescer a cada dia mais nesse momento histórico. Hoje a AERJ se coloca como alternativa para os estudantes do Rio de janeiro de construir um movimento estudantil democrático e com a nossa cara, sem tutela de ninguém, sem aparelhamento mais com muito movimentos estudantil na base e com muitos sonhos. Pois sonho que se sonha junto vira realidade.
Viva a juventude secundarista que quer tomar seu futuro nas mãos! Organize sua rebeldia!
A AERJ somos nós!
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários: