Avançar a luta contra o aumento da passagem!

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E mais uma vez a população sofre com o descaso das grandes empresas. Novamente presenciamos o aumento nas tarifas do ônibus em nossas cidades. Onde somos obrigados a pagar por uma crise que nós não criamos e muito menos sustentamos. Durante todos esses anos, presenciamos a diminuição nas linhas de muitos ônibus, até a extinção de alguns, o surgimento da função dupla para os motoristas, onde eles dirigem e cumprem a função do trocador, colocando em perigo a vida dos passageiros e a própria vida. Junto aos aumentos de tarifa, não foi visto nenhum aumento no salário desses trabalhadores das empresas, mas sim a retirada de muitas dessas funções. Além de não presenciarmos o aumento da frota, não vemos também toda a frota com ar-condicionado, que para um clima como o nosso torna-se necessário. 

Logo podemos presenciar que com todos esses cortes nos gastos, os aumentos acontecem a cada ano que passa, onde a Região dos Lagos sofre com um reajuste de R$4,50 para R$4,95 nas linhas intermunicipais, o que muitas vezes não corresponde ao trajeto feito. Temos também a Baixada Fluminense, que em Duque de Caxias passou a ter o maior número de tarifas para andar dentro do município do país inteiro, sendo 5 preços diferentes, fazendo com que se pague mais caro. Na capital presenciamos um aumento de R$ 3,40 para R$ 3,80, uma alta de 11,7%. O governo estadual também anunciou aumento de 10,2% no valor do Bilhete Único (BU) a partir de 1º de fevereiro, quando passará dos atuais R$ 5,90 a R$ 6,50, para quem usa um meio de transporte intermunicipal e outro municipal, dentro da Região Metropolitana.

Isso faz com que o acesso a cidade se torna cada vez mais caro, excluindo a população de ter acesso a sua própria cidade, principalmente a grande quantidade de famílias de baixa renda, e aí questionamos se o povo realmente tem o direito de ir e vir dentro de sue próprio município, o que não acontece com os culpados pela crise, pois enquanto os políticos contam dólar, o povo conta moedas. Assim perdemos o acesso à cultura, lazer, esportes, e até mesmo ao trabalho e educação. Por isso devemos estar na rua lutando para que mostrar que não compactuamos com esses reajustes, pois buscamos alcançar o Passe Livre para população, onde possam ter acesso a cidade e com um serviço de qualidade, preservando a nossa dignidade.



Cleber Rodrigues
Presidente do Grêmio Síntese - IFF Cabo Frio

Militante da AERJ, FENET e UJR na Região dos Lagos
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