As mulheres e o movimento estudantil.

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Em todos os lugares, nos campos e nas cidades, há pessoas com o grito de direitos iguais e justos preso. E as mulheres constituem a maior parte da população, porém seus direitos são inversamente proporcionais a sua quantidade. Conquistar o direito de estudar, de ler foi o primeiro passo para a luta feminina sem fim.

O movimento estudantil tem muita força e grandes vitórias. E em todas as batalhas travadas há mulheres na linha frente, mulheres que falam e que agem, mulheres de vanguarda.

Inúmeras pode mostrar a resistência feminina contra qualquer tipo de opressão, como a Helenira Resende de Souza Nazareth, mas conhecida como "preta". Helenira era vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1968, ela foi uma grande mulher, que lutou até o último momento de vida para um Brasil melhor. Infelizmente Helenira foi presa e torturada até a morte. Assim, como Helenira, Nilda Cunha a estudante secundarista, foi torturada no período da ditadura. Nilda poderia ter tido uma adolescência comum e feliz, mas ela se incomodava com a brutalidade e a falta de respeito que uma elite privilegiada tinha com nosso país. Nilda Cunha tinha apenas 17 anos de idade quando faleceu. A consciência de classe une as pessoas, e as mulheres juntas tem uma força que não pode ser medida e nem dita, somente mostrada. A Helenira e Nilda vivem dentro de cada um de nós que acreditamos e lutamos por uma sociedade, direitos e justiça melhor. E nos mostram com a sua luta o papel da mulher em uma entidade estudantil e a importância da luta pela liberdade das mulheres.

Um texto de:
Ana Paula Furtado
Izábia Coutinho





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