Sobre o I Encontro LGBT Secundarista

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Nos dias 22 e 23 desse mês, foi realizado no Colégio Pedro II de Caxias o 1° Encontro LGBT secundarista. Nele estava presente estudantes de diferentes regiões do Rio de Janeiro, além de várias forças políticas. O Encontro pautou várias questões, tais como: A homofobia, os diversos tipos de preconceitos, bissexualidade, história do movimento LGBT, a homossexualidade dentro de nossas escolas, as mulheres e os negros no movimento LGBT e o poder da mídia na formação do preconceito.
Não podemos esquecer que ao longo dos anos, passou a haver como sujeito político desse movimento uma diversidade de questões envolvidas predominantemente relacionadas a gênero e a sexualidade. O movimento LGBT brasileiro nasceu no final dos anos 1970 e tem resistido até os dias atuais. Por ser recente nossa luta pela visibilidade, precisa-se da discussão de todos os setores que apóiem a luta contra os preconceitos ocorridos dentro de nossas instituições de ensino. Tendo em vista a trajetória do movimento e as diversas questões que aconteceram no passado e influenciaram sua constituição, não deixamos de pautar fatos que ocorreram dentro e fora do Brasil.
Nesse Encontro, a AERJ pautou a necessidade de construirmos um movimento LGBT que dispute a consciência dos estudantes, da classe trabalhadora e principalmente das pessoas que estão ao nosso redor, bem como a situação dos LGBT’s secundaristas no Rio de Janeiro. Vivemos numa sociedade que apesar de ser “laica” há uma interferência por parte da religiosidade de algumas autoridades que ao invés de defender os interesses da população, prioriza os próprios interesses e promove um discurso de ódio que tem incentivado a agressão física ou verbal a população LGBT.
  “É muito importante disputar a mente dos “secundas”, pois eles são os nossos trabalhadores de amanhã, devemos propor mais debates nas escolas a respeito da discriminação e o preconceito contra negros, LGBT’s e o machismo. É importante também que isso seja feito não só na zona sul e capital, mas principalmente nas zonas mais pobres do Rio (Baixada Fluminense, Zona Norte, Zona Oeste)”, afirma Thiago Oliveira (militante da AERJ em Caxias).
Pela memória de muitos que são perseguidos, torturados ou até mortos pelo preconceito e homofobia, o nosso papel é lutar por um ambiente escolar e uma sociedade mais justa para com todos. Pautando todas essas questões, a AERJ afirma o compromisso de combater qualquer tipo de preconceito que cerca nossos estudantes dentro das escolas, nas comunidades onde vivem, nos locais de trabalho, por mais oportunidades de emprego e melhores salários para nossos jovens.

Caroline Gomes e Thiago Oliveira
Militantes da AERJ em Duque de Caxias
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