Sobre a greve dos trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz

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               Os trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz, em assembleia geral na segunda-feira (13/07) decidiram entrar em greve a partir quinta-feira (16/07) até a próxima assembleia, que aconteceu no dia 23 de julho, na sede do sindicato. Porém os trabalhadores, em Assembleia Geral na última quinta-feira (23/07), deliberaram pela continuidade da greve. Uma nova Assembleia, para decidir o rumo do movimento, será convocada 24 horas após a próxima reunião com a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento (MPOG), ainda sem data definida. O movimento se dá pela melhoria na proposta apresentada pelo governo.

A categoria luta por:
1. Política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias;
2. Índice linear de 27,3% - como se chegou ao índice: inflação de 2010 ao 1º semestre de 2016 com 2% de ganho real – cálculo chega a 48% - retira-se os 15,8% do acordo de 2012 - Comissão formada pelo Dieese, Condsef e Sinal
3. Data-base em 1º de maio
4. Direito de negociação coletiva (convenção 151 OIT)
5. Paridade salarial entre ativos e aposentados
6. Retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos servidores
7. Aprovação imediata dos projetos de interesse dos servidores
8. Isonomia salarial e de todos os benefícios entre os Poderes.


               Os servidores rechaçaram a  proposta apresentada pelo governo de um índice de reajuste de 21,3%, parcelado em quatro anos. O Fórum dos Servidores Públicos Federais (SPFs), do qual a Asfoc faz parte, reivindica 27,3% em 2016, referente a perdas inflacionárias dos últimos anos.

               A Asfoc-SN e o Fórum dos SPFs cobram melhorias na proposta do governo e uma nova rodada de negociações que seria até 21 de julho. No dia 22 de julho, houve uma grande manifestação conjunta dos trabalhadores em Brasília. A Marcha no Distrito Federal foi orientada pelo Fórum, composto por três Centrais Sindicais e 22 entidades nacionais, entre elas a Asfoc.

               Os governos devem assumir suas responsabilidades. Como não ocorreram avanços nas negociações, os trabalhadores precisaram lançar mão de um protesto diferente com o objetivo de sensibilizar a administração pública para suas justas reivindicações.
               Nós estudantes, defendemos que os trabalhadores não podem e não vão pagar pela crise!


Suzanne Freire
Diretora de Políticas Educacionais da AERJ




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