A Arte e os secundaristas

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          A arte possibilita a integração dos jovens em diversas épocas, culturas e movimentos, viabilizando um avanço pessoal enorme, pois é criando e pensando sobre culturas diversas que se cria sensibilidade artística, ampliando assim a visão do mundo e seu imaginário, possibilitando participação social e cultural de forma autônoma e crítica. Tornar o jovem produtor de cultura é imprescindível na formação escolar e cultural, principalmente quando há o aprendizado da cultura popular e não somente dos grandes nomes artísticos mundiais. Priorizar a arte nacional é algo fundamental para o crescimento de novos artistas e para a memória dos antigos artistas nacionais.

          O estudo da arte nas escolas não deve ser só o aprendizado teórico de técnicas ou as lições “ABC” que não incentivam a criação e o auto conhecer artístico. É da balança entre a teoria e a prática livre que brota o interesse de criação nos jovens. A precarização das aulas de artes não começou agora, desde muito tempo ela é vista apenas como brincadeira de criança. A falta de material, espaço e incentivo vindo das escolas e professores causam um receio no jovem que quer abrir caminhos para a criação independente.

          E isso não vem desunido de uma formação cada vez mais tecnicista que tem como objetivo apenas jogar os estudantes no mercado de trabalho o mais rápido possível, só com a informação necessária para a produção material. Essa precarização e esse modo de ensino são completamente repudiados pela AERJ, que entende que a educação deve ser completa e humanizada.

Marina Leles
Ouvidora do Grêmio Síntese
Militante do MMRL


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