Estudantes do CPII pressionam o reitor de dentro de seu gabinete para cobrar respeito.

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         Os servidores do colégio Pedro II ingressaram em uma greve gloriosa no dia 17 de maio que se estende até os dias atuais. A instituição que já tem um histórico de greves e luta, tanto dos servidores, quanto dos alunos está travando uma luta intensa com o Governo Federal e o MEC para conseguir negociar suas pautas que não foram colocadas em pratica pelo governo desde a última greve em 2012. Como os estudantes já sabem a greve é importante para as lutas, porém exige cuidados especiais para os alunos, tais como uma reposição adequada das aulas que não serão ministradas na greve.
         Alguns professores, porém, recusaram-se às aderir a lutas dos servidores e estão dando aulas avaliações e cobrando presença dos alunos.
Para não prejudicar os alunos, o conselho superior da escola sugeriu a suspensão do calendário escolar e votou resultando na aprovação.
Na mesma sessão o reitor se recusou a executar a decisão argumentando coisas infundadas baseadas numa distorção da constituição federal.
Depois de 3 sessões com o conselho e vários diálogos que iam no sentido de que ele respeitasse o conselho ao qual ele está submetido terem tido como respostas piadas e desvios de assunto os servidores e estudantes decidiram fazer um ato em frente a reitoria.
        
O ato recebeu o nome de sopão na reitoria. Foi servida sopa de ervilha. Os alunos fizeram questão de levar a “sopinha do Oscar” que recebeu a gente fazendo muitas piadas e com um diálogo extremamente ríspido, tiveram várias atividades culturais durante a tarde e manhã organizadas pelo movimento MPL e os Grêmios e ao final dessas atividades os alunos organizados resolveram fazer uma assembleia em frente ao seu gabinete. Durante essa assembleia os servidores tiveram uma reunião para pressiona-lo e os alunos logo em seguida tiveram a sua.
Nessa reunião o reitor desrespeitou os alunos virando de costas no meio da conversa o que gerou descontentamento e muito barulho dentro do prédio da reitoria. Eles estavam com surdos e megafones e começaram a dar palavras de ordem na porta da sua sala: “Oscar é ditador” “A ditadura já acabou, só esqueceram de avisar nosso reitor” “não acabou, tem que acabar, eu quero o fim do mandato do Oscar” “se não homologar estudantes vão voltar.”

         Diante de todo aquele barulho o “Excelentíssimo Senhor reitor doutor Professor Oscar Halac” encontrou-se obrigado a conversar decentemente com os alunos e sentou para ouvir. Ele saiu de lá envergonhado diante de tantas mensagens diretas de como a decisão dele de não submeter-se ao conselho superior iria prejudicar toda a comunidade escolar. Já do lado de fora ele recebeu vaias. Acreditamos que pressionar a força opressora nesses momentos é fundamental para garantir a luta e as vitórias.


João Pedro P. Cabral
Diretor de Escolas Federais da AERJ
Coordenador do Grêmio Lucimar Brandão do CPII - Campus Centro 
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