BRASIL: DADOS DO CENSO DO MEC REFORÇAM CRISE DE EXCLUSÃO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

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(MG) 1. A Educação Básica compreende Creche, Pré-Escola, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial. Em 201, tivemos 50.972.619 alunos matriculados em alguma destas etapas da Educação Básica. Vale destacar que quase 45,5% destes alunos estão na rede municipal, 38,5% na Rede Estadual, 0,5% na Rede Federal e 15,5% na rede privada. 84.5% dos estudantes no Brasil estudam na Rede Pública.

2. Destes mais de 50 milhões de alunos, a participação é esta: 4,5% estão na Creche (63% na Rede Municipal e 36% na Rede Privada) / 9,1% na pré-escola (74,6% na Rede Municipal e 24,1% na Rede Privada) / 59% no Ensino fundamental sendo que 32% nos anos iniciais e 27% nos anos finais. Anos Iniciais (17,6% na Rede Estadual, 68,1% Rede Municipal, e 14,3% rede Privada). Anos Finais (48,8% Rede Estadual, 38,5% rede Municipal, 12,6% Rede privada).

3. São 16% no Ensino Médio: (85,5% na Rede Estadual, 1% Rede Municipal, 12,2% Rede privada). / 5,2% estão na Educação de Jovens e Adultos sendo em nível do Supletivo Fundamental (36,8% Rede Estadual, 61,5% Rede Municipal, 1,7% Rede Privada). / 2,6% estão na Educação de Jovens e Adultos, sendo em nível do Supletivo do Ensino Médio (88,4% Rede Estadual, 3,2% Rede Municipal, 7,3% Rede Privada).

4. São 1,8% na Educação profissional (9,8% Rede Federal, 31,6% rede Estadual, 2,2% Rede Municipal, 56,3% Rede Privada) / São 1,4% na Educação Especial.

5. A curva declinante de alunos da primeira série do ensino fundamental até o ensino médio é muito preocupante. Se o aluno não foi para o Ensino Médio, ele evadiu? Repetiu? Não há vagas?

6. A Educação Profissional praticamente não existe no Brasil e isso é grave. 56,3% das vagas disponíveis estão na Rede privada. A Rede Pública não assumiu a Educação profissional no Brasil. / A Educação Especial também tem suas vagas concentradas na Rede privada (62%).

7. As matrículas na Educação Infantil estão em queda no Brasil desde 2007, mesmo com as matrículas em creche aumentando desde 2007. As matrículas no Ensino Fundamental estão caindo no Brasil desde 2007 (menos 1.763.633 vagas). Esse dado é grave e é sinal claro de um processo de exclusão na escola pública, com todos os riscos de adolescentes e jovens nas ruas.

8. Apenas 5,8% dos alunos do Ensino Fundamental estão matriculados em tempo integral na Escola. O debate sobre a Escola Integral vai parecendo uma utopia. Será que não podemos debater outro conceito de Educação Integral no território da Escola e não no prédio da Escola? O MEC considera tempo integral 7 horas diárias de atividades.

9. As matrículas no Ensino Médio desde 2007 aumentaram apenas em 31.320 vagas. / A Educação Profissional desde 2007 teve um aumento de 9,7% de matrículas, mas ainda é muito pouco. A rede Municipal atende apenas 2,6% das vagas de Educação Municipal. Mesmo defendendo a qualidade do ensino precisamos ter atenção com a queda de alunos na Escola. As matrículas estão diminuindo.

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PREFEITURA DO RIO: SECRETARIA TENTA EXPLICAR A EVASÃO RECORDE DA REDE ESCOLAR! FRACASSO DA PRIVATIZAÇÃO QUE ELA IMPLANTOU!

1. (Ex-Blog) Buscando uma desculpa para a evasão recorde de alunos da rede municipal de escolas do Rio-capital, a secretaria de educação da prefeitura do Rio tentou justificar, dizendo que isso se explica pela taxa de fecundidade. Está precisando de uma aula de matemática. Os alunos na rede de ensino fundamental nasceram 6, 7, 8..., 14 anos atrás. Se ela observar bem, a evasão escolar, em sua gestão privatizante, ocorre até no programa de jovens e adultos que nasceram 20, 30..., 50 anos atrás. Assim como no ensino médio estadual do mesmo PMDB de sua prefeitura. É o fracasso da privatização da educação pública.

2. (Ancelmo – Globo, 23) Veja o efeito da queda da fecundidade da mulher brasileira na rede de ensino fundamental. Em 2012, não é diferente. Por ano, desde 2001, cai em torno de 1.000 o número de alunos na rede municipal do Rio, com 1.064 escolas e cerca de 600 mil crianças. “O fenômeno ocorre, inclusive, nos colégios de lugares mais pobres”, diz Cláudia Constin, secretária de Educação.

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