Juventude do mundo em luta!

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Uma onda de protestos surge em todo o mundo, e os manifestantes são na sua maioria jovens trabalhadores e estudantes que não suportam mais as condições degradantes em que vivem. Com a intensificação da crise econômica os jovens têm seus direitos cada vez mais ameaçados, corte de verbas na educação, desemprego, aumento das passagens nos transportes públicos, etc.

No final do ano passado, jovens ingleses se rebelaram contra o aumento das taxas cobradas pelo ensino universitário, que triplicaram de 3.290 libras (R$ 8,9 mil) para 6 mil libras, e algumas universidades poderiam cobrar até 9 mil libras em "circunstâncias excepcionais". A juventude, juntamente com os trabalhadores, também organizaram protestos na França, Grécia, Portugal, Espanha, Itália, África do Sul, contra o corte de benefícios e o aumento dos impostos nesses países.
O mundo árabe que vivia há décadas sob o mando e desmando dos mesmos ditadores, aliados do imperialismo norte-americano, iniciou diversas rebeliões. A primeira grande revolta aconteceu na Tunísia, onde se iniciaram os protestos depois que um jovem ambulante ateou fogo no corpo, pois foi impedido de trabalhar pela repressão do governo. Após dezoito dias de intensas manifestações o ditador Zin Ben Ali fugiu para a Arábia Saudita, os tunisianos continuam mobilizados exigindo a saída de todos os aliados do antigo presidente do novo governo. Depois foi a vez dos jovens egípcios expulsarem Hosni Mubarak do poder e exigirem mais empregos, investimentos na saúde e educação.
Inspirados nesses dois exemplos vitoriosos, países como: Líbia, Jordânia, Iêmen, Sudão, Argélia, Arábia Saudita, Bahrein, Iraque e Marrocos rebelaram-se em busca de mudanças. E o último país que entrou nessa onda de rebeliões foi o Kuait, onde manifestantes exigem a renuncia do Primeiro-Ministro Nasser, membro da família Sabah, que governa o país há 250 anos. Uma das principais exigências dos kuatianos  é que o próximo governante  não seja dessa família.
No Brasil não é diferente, o jovem sofre cada vez mais. Estamos mais presentes nas cadeias do que nas universidades (70% dos presos são jovens), o Brasil lidera o ranking da prostituição infanto-juvenil na América Latina, o uso de drogas na adolescencia é cada vez mais constante. Em contrapartida a esses problemas o governo federal anunciou o corte de verba para a educação. Nós não podemos aceitar isso calados, pois enquanto a educação recebe menos dinheiro os banqueiros abocanham mais de 30% do nosso PIB, temos que seguir os jovens de todo o mundo que reivindicam uma vida melhor para si e para o povo.
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