Criarumemail.com/

Últimas Postagens




Será que é mesmo doença? 


Até 1990 era, mas desde então deixou de ser, vivemos em tempos de retrocesso, onde ser homossexual pode voltar a ser considerado doença como era a 28 anos atrás. Querem nos dizer que é anormal, mas a verdade é que o que realmente é fora do comum é o nosso país ser um dos países que mais mata LGBT'S no mundo!O que precisa ser tratado é o preconceito, não precisamos de reversão sexual, não precisamos de cura gay, precisamos de respeito, e vivemos lutando dia a pós dia, pela vida de cada pessoa que vive aterrorizada com medo de ser quem realmente é, porque esse sistema doentio simplesmente decidiu que não podemos ser quem somos, porque não nos encaixamos nos padrões que eles criaram. Não precisamos de padrões, precisamos de uma sociedade justa, precisamos de políticas públicas, precisamos debater esses assuntos com toda a sociedade e não nos vendar.
Lutamos também por segurança, sim, precisamos de segurança, para que possamos andar nas ruas e não correr o risco de ser apedrejado ou até mesmo morto, como acontece todos os dias nas ruas das cidades do nosso país, vivemos uma triste realidade e precisamos muda-lá. Ser LGBT, não é doença e muito menos vergonha, pelo contrário ser LGBT é ter orgulho de ser quem é, carregamos toda uma história e um histórico de luta, e se você tá pensado que a luta acabou, fique sabendo que ela tá só começando!






"Então quer dizer que é doença

Amar deve ser mesmo doença

Em uma sociedade tão individualista , sem crença
Que por qualquer coisa arruma desavença

Amar é ir contra o sistema
Então deixa eu ver se entendi

São malas e caixas cheias de dinheiro



Que eu e você paga. Saindo de Brasília, nego nem disfarça. 


É todo dia a mesma trapaça.

São filas imensa do SUS que parece que não anda, e não anda, porque não tem como andar , pois não tem tantos médicos 
para atender em um só lugar



Pois falou investimento... É crise!



Diz eles pra você, mas eu me espantei em ver 



tantas caixas de dinheiro na TV. 

É crime e parece que ninguém ver


E nessa sociedade que já tem tantos problemas

Amar ao outro virou sinônimo de doença









A sua homofobia é uma ofensa

Você mecheu com as minhas cores

Jogou meu Glitter no chão
Quis me ofender me chamando de gay, de sapatão

Tentou me impor suas regras, mas eu não me encaixo nos seus padrões. 
Pois eu não me importo com sexo, a aparência. Prefiro conhecer a essência de seu coração.


Agora eu afirmo e reafirmo, para o armário eu não vou voltar 

E se tentar me obrigar, vai me ver lutar
Não é homossexualidade que deve tratar, é o seu preconceito que deve curar."

















Protesto contra o Fechamento de Escolas no dia do Estudante









QUEREM FECHAR NOSSAS ESCOLAS!

Protesto contra o Fechamento das Escolas no dia do Estudante
Se já não bastava o caos na Faetec e UERJ, no ano passado, a Seeduc ainda divulgou a Resolução nº 5532 que superficialmente parece uma medida para organizar a quantidade de vagas, mas é, na verdade, um golpe para fechar mais escolas, já que segundo o INEP, desde 2010, o governo do PMDB fechou 231 escolas públicas. Isso significa, segundo o Sepe-RJ, 95 mil alunos fora da escola.
Com essas otimizações teremos uma superlotação de turmas, enorme evasão escolar, principalmente nos turnos noturnos, distanciando o caminho da escola e aproximando o da criminalidade. Ainda teremos centenas de demissões de profissionais da educação.
Até na fase de matrículas, encontramos longas filas como se não via há 10 anos, já que apenas terá abertura de vagas em novas turmas somente após superlotar as já existentes.


Ocupação do CM Paulo Freire Contra o Fechamento de Escolas

NÃO FALTA DINHEIRO!

Num momento em que 30% dos jovens brasileiros estão desempregados e o estado do Rio de Janeiro encabeça esse ranking, o fechamento de escolas é especialmente grave. O governo de Pezão, junto com o secretário Wagner Victer tem aniquilado com a educação de jovens e adultos. 
Pra começar, o governo não tem investido desde 2014 os 25% do orçamento em educação, que a constituição estadual obriga. Além disso, o orçamento pra educação em 2018 será de 7,5 bilhões de reais, um valor bem menor do que os 8,8 bilhões que o governo deu de isenções fiscais pra empresas milionárias no ano de 2016. Isso mesmo, O governo estadual gasta mais enriquecendo os milionários brasileiros do que com a educação de milhares de jovens. 


SÓ QUEM LUTA CONQUISTA!

Em meio a tanto retrocesso, uma importante vitória para o futuro da nossa juventude!
No dia 07 de Junho de 2018 foi aprovado o PL 2963/2017 de autoria do deputado André Ceciliano e Flávio Serafini - Projeto de Lei que proíbe o fechamento de escolas, turmas, ou turno escolar sem ouvir a comunidade.
O fechamento ou transferência de escolas sob administração do estado — incluindo níveis e turnos e as escolas técnicas — agora depende de pareceres do Conselho Estadual de Educação e do respectivo Conselho Escola Comunidade.
Segundo o texto, essas entidades deverão se pronunciar considerando a justificativa da secretaria de Estado de Educação, a análise do impacto do fim da unidade e a manifestação da comunidade escolar. Os pareceres serão divulgados no Diário Oficial e no site da Secretaria de Educação.
O projeto estabelece que, caso os órgãos sejam contra, deverão ser propostas alternativas ao fechamento. Se for comprovado que não é possível manter a unidade de educação, a secretaria será obrigada a indicar outra, com localização próxima, para atender à população.



#AERJNaLuta
#MinhaEscolaNãoVaiFechar
#ContraOFechamentoDeEscolas





Há dois anos decidi fazer o curso normal, pois eu tinha um filho de 2 anos e eu gostaria de ter uma profissão que não me fizesse ficar tanto tempo fora de casa ao ponto de não vê-lo crescer. Então, devido a greve dos professores, consegui entrar no meio do ano de 2016 pro CIEP 128 MAGEPE MIRIM.

A primeira coisa que me intrigou foi o questionário que o diretor fez pra minha amiga e eu: "Sabem que o curso é integral né? Vão conseguir estudar por 2 anos sem trabalhar? E você já tem com quem deixar seu filho? Completou dizendo - Não pode trazer criança pra cá exceto em dias de evento". Fizemos nossa matricula, porém horrorizadas com o "incentivo", afinal, duas mulheres mais velhas determinadas em estudar com adolescentes, essas perguntas foram um banho de agua fria.

A falta do café da manhã num curso integral, água quente e suja nos bebedouros, banheiros quebrados sem descargas e torneiras pra lavar as mãos, salas sem ar condicionado e ventilador, cobrança de uso do uniforme completo para participar da aula de certos professores, cobrança de dinheiro o tempo todo pra trabalhos sem fundamento, professores faltosos e que não davam matéria, me fizeram frequentar constantemente a sala deste diretor.

Me interessei em fazer parte de algo que pudesse mudar a realidade daquela escola. Tentei o conselho escolar, mas já tinha sido eleito, então, perguntei como fazia pra fundar um grêmio estudantil porque a gente precisava fazer alguma coisa. Fui tratada como uma velha, louca, mãe de filho querendo se meter nos problemas que não eram meus. Alguns professores, de forma doce, tentaram me convencer de que eu deveria cuidar do meu filho, como se eu já não fizesse isso, como se o motivo de eu estar alí não fosse esse.

No meio de tanta confusão só por causa da fundação de um gremio estudantil, eu perguntei ao diretor: Qual é o seu medo? O medo de todo opressor que vê o oprimido se libertando. Alí surgiu O GREMIO ESTUDANTIL A RESISTÊNCIA! Uma ideia materializada por uma mulher, mãe de 1 filho, grávida do segundo filho (passei o período da eleição grávida), dona de casa, normalista e agora presidente do grêmio e militante da AERJ.

A AERJ mudou tudo na minha vida. Primeiro, porque me fez sentir orgulho por eu ser MMM - MULHER, MÃE E MILITANTE. Segundo, porque minha idade não era motivo de vergonha, velho é quem pensa que é. Terceiro, porque me fizeram entender que a AERJ somos nós.

Lutamos contra o fechamento das escolas e graças a pressão dos setores da educação o fechamento foi barrado, lutamos contra o corte do RioCard Federal e conquistamos a Lei do passe livre para esses estudantes, fizemos vários debates nas escolas, aumentando o senso crítico dos alunos e conquistamos a volta do café da manhã no meu colégio.

Enfim, dá pra ser mulher, mãe, normalista e militante?
Se você acha que o sistema educacional tem deprimido estudantes, dá!
Se você acha que a educação é um direito e não um favor, dá!
Se você acha que a escola deve respeitar a diversidade, dá!
Se você acha que a escola deve ser um espaço de promoção à cultura, dá!
Se você acha que a maior parte da escola é composta para os estudantes, então ele que define a escola que ele quer ter, dá!
Se você acha que o curso integral deve ter as 3 mínimas refeições diárias, dá!
Se você acha que precisa ter privacidade pra usar o vaso sanitário, precisa de papel e de torneira pra lavar as mão, dá!

Tudo depende da sua vontade de mudar a realidade das pessoas.

Enquanto a educação for um privilégio, lutar é um direito!



                                Eunice Brasil, 29 anos
Militante da AERJ em Magé, Baixada Fluminense.

ROLEZINHO NO CINEMA


Nesta quarta-feira(04/04), aconteceu em Botafogo o rolezinho dos estudantes promovido pela AERJ, onde estudantes de escolas públicas e localizadas em periferias do Rio de Janeiro, assistiram o filme Pantera Negra.
Logo após o filme, abordamos e refletimos sobre questões que se relacionam com o dia a dia da juventude negra, como a falta de representatividade e desigualdade racial.
No rolezinho também ficou claro como o acesso a cultura é importante para a juventude, pois temos todos os dias o acesso a cultura e lazer negados, pois taxas absurdas são cobradas nos cinemas, teatros, shows, etc.

"Esse filme fala de uma realeza preta, coisas que a gente não vê no cinema cotidianamente, essa é a oportunidade da gente imaginar como era na antiguidade, o que representava tecnologia por exemplo no Egito, que era ponta, Medicina, filosofia, tudo que dizem pra gente sobre a Grécia é mentira, digo isso porque eu sou historiadora, a gente vai ter ideia da dimensão da nossa grandiosidade, a gente tá aqui hoje, axé!
Jéssica
Movimento Fala Acari


"Foi tipo, sensacional ter ido finalmente assistir o filme, estive na expectativa por meses e acabei não conseguindo ir por conta própria,  aí surgiu essa oportunidade maravilhosa."
Danilo - Estudante do CE. Clóvis Monteiro
Localizado em Manguinhos - RJ


"Temos que saber que nós temos a força, o povo tem a força, só precisa descobrir. Se eles não fazem nada, faremos tudo nós daqui."
Andreia
Diretora do CE. Clóvis Monteiro


"Achei de extrema importância a presença de cada um dos jovens no cinema, sabemos que muitos  que ali presentes estavam tem difícil acesso a áreas de lazer como cinemas e teatros. Sabemos que o governo nos nega conhecimento, e cinema é conhecimento, espero que possamos fazer isso mais vezes." 

Brayan Dell Farra
Diretor de negros e negras da AERJ.



A juventude quer e precisa estar em espaços como esses, pois não construímos o nosso conhecimento apenas em sala de aula. Gostaríamos de convidar todos os estudantes do Rio de Janeiro para somar com a gente nesta luta por acesso a cultura, lazer, esporte e uma educação pública, gratuita e de qualidade.


Manuela Ribeiro 
Comunicação AERJ




ESTUDANTES DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS NA LUTA CONTRA O FECHAMENTO DAS ESCOLAS!

Desde meados do ano de 2016, a prefeitura de Armação dos Búzios vem tentando acabar com ensino médio municipal no Colégio Paulo Freire. Através de muita luta e resistência, a comunidade escolar obteve vitória e conseguiu a permanência de tal modalidade na cidade.

No entanto, entre o final de 2017 e o início de 2018, o mesmo governo, ainda gerido pelo PMDB,
voltou a atacar os estudantes, cancelando o ensino médio noturno no INEF, escola localizada na região mais periférica da península, e no Paulo Freire (neste também foram fechadas quatro turmas no turno da tarde), os quais são responsáveis por atender jovens, que em sua maioria, trabalham durante o dia e já tem filhos. Além disso, também foi encerrado o ensino de jovens e adultos (EJA) na Escola M. Profª Cilea Maria Barreto.

Sem a oferta de ensino médio municipal, os alunos atendidos por esses colégios ficariam sujeitos à turmas superlotadas, teriam que se dirigir para outros municípios ou simplesmente deixariam de estudar, visto que, o único colégio estadual da cidade, não é capaz de oferecer todas as vagas necessárias. Inclusive, a fundação do Paulo Freire no ano de 2002, ocorreu justamente por já ser uma necessidade da população, que naquela época, era de apenas 18 mil habitantes, segundo o IBGE. Após mais de uma década, com o número de moradores mais que dobrado, uma única unidade do estado, sem passar por nenhuma obra de ampliação, obviamente não poderia abarcar toda a demanda de alunos existente atualmente.

 Conhecendo a realidade supracitada e ignorando a importância histórica, cultural e social destas instituições, a prefeitura criminosamente priva os jovens do acesso à educação, contribuindo com o crescimento demasiado da evasão escolar no balneário, que segundo o Ministério Público, atinge 60% da juventude em idade para estar no Ensino Médio. Taxa superior a nacional que é de 45%, e a regional que é de 37%. Sem a perspectiva de um futuro digno, ocasionado pela falta de estudos e de qualificação profissional, muitos destes alunos estarão designados ao tráfico e à criminalidade.
O ensino público e gratuito é um direito constitucional, e não pode ser violado! Quem fecha escolas, abre cadeias, pois a educação é um instrumento essencial para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência na sociedade.

JONAS SILVEIRA
SECRETÁRIO GERAL  DA UMEAB 
UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS


JUVENTUDE ORGANIZADA PARA MUDAR A EDUCAÇÃO!

Estamos vivendo uma crise na educação pública com direito a fechamento de escolas, lei da mordaça e, se não fosse a organização e resistência dos estudantes, teríamos tido o corte do riocard da rede federal ao final de 2017.
A AERJ se posiciona contra todos esses retrocessos, e também contra o autoritarismo e o assédio moral dentro das escolas!

Visando uma solução para os problemas da conjuntura atual, no diA 22 de Janeiro de 2018 houve um Debate em nossa sede com a presença dos convidados: Tânia Almenara (coordenadora da DIRAE do IFRJ), Mandato do Waldeck Carneiro (deputado co-autor do projeto do passe), Mandato do Flávio Serafini (Comissão de Educação da Alerj), Eteban Crescente (Presidente Estadual da Unidade Popular).  Neste debate realizado com estudantes de diversas regiões do estado foi apontado os desafios da juventude e do Movimento Estudantil perante a o descaso com a educação do país.

No dia 23 de Janeiro de 2018 tivemos nossa reunião do pleno realizada no IFCS com estudantes de todo o estado, unidos para deliberar sobre os eventos e a organização da AERJ durante este ano.
Com o intuito de fortalecer as lutas do Movimento Estudantil no RJ iremos realizar o encontro de grêmios, o encontro LGBT, o slam da AERJ, a CopAERJ e o 8ºConAERJ .
Também vamos fortalecer nosso trabalho em cada região, alcançando cada vez mais escolas para fortalecer nossa luta por um educação publica, gratuita, laica, de qualidade e para todos.

#AERJSOMOSNOS
#VEM8°CONAERJ





















O Rio de Janeiro foi palco de diversos momentos históricos do movimento estudantil brasileiro. Durante esse período nasceram grêmios, movimentos e entidades municipais. No entanto, ainda não existia uma entidade que representasse os estudantes  secundaristas de todo o estado.  Há 15 anos, buscando responder a demanda das lutas estudantis foi fundada a Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro- AERJ.


O ano de 2017 já começou com muito trabalho: em janeiro, houve o seminário de gestão, em seguida as mobilizações contra as reformas deste governo golpista, realizamos ainda o Primeiro SLAM Secundarista do RJ,  o Encontro de Negros e Negras Estudantes e o Encontro de Mulheres Estudantes, também tiveram mobilizações contra o fechamento de escolas e a mais recente reconquista do RioCard federal e municipal....

Neste fim de ano, após fazer história com muita luta, a AERJ comemorou cada pedacinho de suas vitórias ao longo de seus 15 anos de pura combatividade em uma grande confraternização com direito a churrasco, futebol, vôlei, etc, no campo da FIOCRUZ.



#AERJFAZ15
#AERJSomosNos





 



 

+ ESCOLAS
- PRESÍDIOS


Desde o ano de 2015 a discussão sobre a maioridade penal esta a um passo de se tornar uma realidade no Brasil. Com a Proposta de Emenda Constitucional n. 173/93, aprovada na Câmara dos Deputados, há a possibilidade de alteração do artigo 228 da Constituição Federal. A mudança ocorre com a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos quando se tratarem de crimes considerados graves, assim compreendidos os crimes hediondos, os homicídios, e as lesões corporais seguida de morte.
A diminuição da maioridade penal significa o encarceramento em massa da juventude. Atualmente 56% dos presos são jovens de 18 a 29, e 2 em cada 3 desses são negros. E normalmente essas prisões não cumprem um papel socioeducativo, fazendo com que ao sair delas o caminho a ser enfrentado seja ainda mais difícil.
Diante desse quadro, as únicas respostas que o Estado tem dado foi o fechamento de escolas, "deformas" do ensino médio e uma falsa guerra ás drogas que tem resultado no genocídio da população negra. Sem nunca se preocupar em tratar o problema de forma estrutural e cortar o mal pela raiz, ou seja: Investir em educação, cultura e lazer. É necessário entender que lugar da juventude não é nas prisões, e sim nos centros esportivos, politécnicos, universidades, teatros!
Contrariar a diminuição da maior idade penal, não é favorecer a impunidade, e sim, lutar para que o fim da juventude periférica não continue sendo prisões e morte. Enquanto o Governo não assegurar nossos direitos básicos dos jovens e da população, a será muita mobilização nas escolas e nas ruas para que nossas demandas sejam escutadas.
REDUÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO!
AERJ REALIZA SEMINÁRIO DE GESTÃO DE 3 DIAS


 Nos dias 20, 21 e 22 de Janeiro de 2017, se reuniram na sede da ASFOC – SN na Fiocruz, mais de 60 estudantes de várias regiões do estado para debater os métodos de atuação do movimento estudantil. Nesse seminário de gestão, após diversos debates, concluiu-se a necessidade de alcançar as pautas de cada estudante desse estado, fazendo assim, com que ele se sinta representado e queira construir a AERJ.

Sabemos que teremos um ano de muitos ataques, entre eles: Reforma da Previdência, Reformulação do Ensino Médio e PL da mordaça, mas podemos dizer também, que faremos um grande enfrentamento a isso com muita mobilização coletiva, organização e rebeldia nas ruas até barrar esses projetos que só visam o lucro dos empresários enquanto acham que calam os estudantes. Além disso, nossa sede tem que ser um espaço ocupado por cultura, debates e muita atividade política, para ser a casa dos estudantes do Rio de Janeiro, que estavam sem esse espaço desde o incêndio criminoso na sede da UNE na época da ditadura militar.



Por fim, a militância da AERJ se propõe a construir um movimento criativo, feito no chão da sala de aula e presente nas ruas com muita combatividade, pra barrar a retirada de direitos e conquistar a escola que queremos!


"A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto."
Darcy Ribeiro disse essa frase em 1977, momento em que voltava do exílio à que tinha sido mandado pela ditadura militar e o país ainda vivia um período ditatorial. 
Quase 40 anos e um golpe depois, a frase ainda é atual.
A estratégia dos governos, sobretudo a do ilegítimo governo Temer, é simples: a educação pública é sucateada, a privada é enaltecida, até que a solução óbvia pareça a privatização.
E à quem serve essa privatização?
O Ministério da Educação, sob o governo de Mendonça Filho, publicou recentemente um ranking de acordo com as médias do Enem por escola em 2015. Das 100 escolas, 97 eram privadas.
Mas não eram privadas só porque o ensino público é sucateado, mas também porque o MEC publicou esse ranking sem incluir os Institutos Federais, que ocupam geralmente os primeiros lugares.

No meio desse cenário, as propostas recentes desse governo para a educação surgem coincidentemente ou não como uma aparente solução.
A omissão da posição dos IFs deixa claro uma coisa: com investimentos e recursos, é possível uma educação melhor, e não deixar que saibam disso é conveniente pra quem lucra com o modelo privado.
Enquanto os alunos das escolas ao redor do país no primeiro semestre de 2016, principalmente nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, ocupavam suas escolas pra reivindicar recursos básicos como comida e infraestrutura, e enquanto os professores da rede estadual do Rio e da rede municipal de diversas cidades não recebiam seus pagamentos em dia e se organizavam em greves e manifestações, a Kroton, empresa que atua no setor da educação, lucrou mais de R$1,39 bilhões em 2015.

Esse processo serve pra sustentar uma lógica em que o lucro de poucos é o objetivo principal, ainda e principalmente se ele for gerado em conjunto à desumanização de muitos no ambiente escolar.

Uma das profissões com maior índice de suicídio é a profissão de professor e o grupo que mais se suicida no geral na sociedade brasileira é o grupo de jovens até 19 anos. Professor e aluno, portanto.

Isso tudo porque num ambiente em que o foco é entrar no funil do vestibular, o que é humano não cabe. E esses ambientes superlotados, somado às condições salariais e aos abusos à que os professores são submetidos, são os ambientes mais propícios pro desenvolvimento de quadros de depressão e ansiedade por parte desses trabalhadores.

Além disso, a pressão em relação ao convívio social e à necessidade de fazer escolhas muito importantes quando muito jovens, juntamente da noção deturpada e elitizada de que ter graduação é sinônimo de "ser alguém" (ainda que, no Brasil, saiam mais trabalhadores do ensino médio do que das universidades), e tudo isso enquanto as dificuldades e especificidades são ignoradas, cria ambientes em que o desenvolvimento humano e os afetos estão em segundo plano. É compreensível e óbvio que esses jovens também estejam deprimidos.

Dentre eles, duas das causas compreendidas como as mais comuns pra depressão são questões relacionadas à gênero e sexualidade. 

Num país em que propostas como a do Escola sem Partido ganham força, visando tirar da escola a responsabilidade do ensinamento crítico e pretendendo boicotar o ensino de quaisquer matérias que fujam de uma lógica teocentrada, como evolucionismo, o tão urgente debate sobre gênero é uma realidade ainda mais distante.

Se posicionar a favor dessa ótica privatizadora é fechar os olhos pra realidade do adolescente sem o direito de sonhar e viver.

A crise da imposição da vontade das elites em detrimento dos direitos populares não é uma crise, é um projeto. E um projeto alienante e anti-democrático.

Julia Vilhena