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Nessa terça-feira, nós junto com o grêmio do Infante Dom Henrique fizemos um tour na escola pra denunciar o descaso e abandono da secretaria de educação com as escolas estaduais.

Um problema que já fica evidente ao se passar nas salas é o calor. Todas as salas possuem ar condicionado, mas nenhum deles funciona. E sabemos que desse jeito fica complicado se concentrar na aula e ter um bom rendimento.

Outros problemas denunciados pelos alunos foram a falta de comida, principalmente para os alunos do turno da tarde, além da precariedade em que se encontra a sala de informática, que mais se parece com uma sala de depósito e nenhum computador funciona.

A escola também enfrenta diversos problemas estruturais, como na questão da eletricidade, rachaduras e o que mais choca: a situação da quadra de esportes.

A quadra se encontra interditada há dois anos, aguardando reforma, mas agora vem sendo utilizada para que os alunos possam treinar para a competição de jogos. A situação da quadra coloca em risco a vida dos alunos e a própria escola, pois corre o risco de desabar.

É muito revoltante observar o estado de sucateamento em que os colégios estaduais se encontram. Isso é fruto do total descaso do governo do estado com a educação pública. Enquanto eles dizem não ter dinheiro para reformar nossas escolas, perdoam dívidas bilionárias de empresas privadas como a Supervia.

O problema nunca foi falta de dinheiro, mas sim de prioridade com a educação e com vida da juventude que frequenta o ensino público. Não querem nos ver nas universidades e sim servindo de mão de obra barata em empregos cada vez mais precarizados.


Mas não basta ficar indignado. Para lutar contra os crescentes ataques que a educação pública vem recebendo, é preciso se organizar. Por isso, o grêmio do CE Infante Dom Henrique já demonstrou interesse em participar do Conselho de Entidades de Base da Aerj e tocar essa luta com a gente!


Veja o video da denucia em: https://www.facebook.com/aerj.ato/videos/1860515000650218/











Em maio de 2017, a secretaria estadual de educação (Seeduc) do Rio de Janeiro postou uma portaria, em seu site, na qual afirmava suspender o funcionamento do passe livre intermunicipal rodoviário para a rede federal e municipal de todo o Rio de Janeiro sem dialogo nenhum com qualquer entidade estudantil representativa, com as instituições escolares atingidas e pela sociedade civil. Tal ato deixaria mais de 27 mil estudantes sem um meio para conseguir concluir seus cursos técnicos em todo estado.Além da falta de dialogo não houve nenhum aviso prévio da seguinte medida oque fez com que nós fossemos informados pela imprenssa e midia que teriamos que começar a pagar passagem a partir da próxima segunda-feira. De imediato, todos os estudantes de colégios afetados começaram a se mobilizar por meio de assembleias em seus colégios e aprovaram de realizar um grande ato na segunda-feira seguinte em defesa do direito de ir à escola. A pressão dos estudantes foi tão grande e forte que a secretaria voltou atrás de sua decisão, antes mesmo do ato acontecer. E prorrogou o corte para o dia primeiro do ano de 2018. O que foi suficiente para dar gás a organização da jornada de lutas em defesa do passe-livre. Após o ato, diversas reuniões foram marcadas na casa do estudante, a sede da AERJ e FENET, para construir junto com os grêmios muita mobilização nas ruas, com direito a ocupação da ALERJ e uma carta endereçada ao MEC exigindo a defesa do acesso ao transporte para os estudantes chegarem a suas escolas.





Desse modo, com muita garra e luta, foi conquistada uma lei (lei 7830 de 2018) que garante a permanência do RioCard intermunicipal para os estudantes de nível fundamental, médio e técnico. O que ampliou o direito à gratuidade em transportes para os estudantes que cursam apenas o ensino técnico após a conclusão do ensino médio, isso é, o ensino técnico subsequente. Isso foi uma conquista histórica do movimento estudantil para esses estudantes excluídos do direito de chegar a escola. Entretanto, a Seeduc alegou que o novo texto da lei da gratuidade no transporte não diz respeito a esses estudantes e que eles não se enquadram no direito. O que nos levou a uma nova luta, protagonizada, agora, pelos estudantes técnicos subsequentes ao ensino médio, com isso conseguimos a construção de um novo projeto de lei (4021 de 2018) que garante o direito ao passe a todos os estudantes de nivel técnico, eija e subsequente, inclusive redes que não estavam abonadas pela lei anterior com os estudantes da FAETEC.



Para um projeto de Lei ser aprovado na ALERJ ele precisa passar por duas votações na ALERJ, correndo o risco de ter emendas que as vezes ajudam porém pode atrasar muito a aprovação do mesmo, depois de aprovado o projeto vai para o sanção do Governador do Estado em exercicio, se o governo sanciona o projeto é vitória garantida porém se o Governo veta o projeo retorna para a ALERJ que tem o poder de acatar ou rejeitar o veto do governador com um quorum de no minimo 36 votos a favor da derrubada do Veto. Seguindo essa linha de raciocinio, na primeira votação do PL 4021 o deputado estadual Paulo Ramos - PDT, propos uma emenda que garantisse o passe intermunicipal também para TODOS os estudantes Universitários do Estado do Rio de Janeiro, sem antes combinar com o movimento estudantil tal iniciativa. Pós primeira votação, nós da AERJ e da FENET que organizamos a mobilização sobre o inicio do projeto 4021 que só falava sobre técnicos EJA e Sub-sequentes, logo tinhamos um fato novo que com certeza beneficiaria muito mais estudantes de todo estado.
Com isso convocamos uma reunião em nossa sede no dia 19 de julho e convidamos varios DCEs, CAs, entidades, movimentos e fizemos um evento no facebook com o intuito de chamar a todos para se somar nessa grande batalha do Movimento estudantil.




Nesse dia o problema já era a segunda votção do Projeto entrar em pauta, pois ele só pode ir pra sanção do Governador depois de passar por duas votações na ALERJ. Quem tem o poder de botar os PLs em pauta na ALERJ é o presidente da casa, atualmente André Ceciliano - PT, que passou a ser o auvo de nossa mobilização, no dia 14 de agosto fizemos um ato na porta da ALERJ com um público de 200 estudantes de todo o estado e saimos dali com uma agenda com o Presidente no dia 20 de etembro, véspera do próximo ato que tinhamos marcado para manter a pressão na ALERJ, o Presidente só nos recebeu depois do ato do dia 21, pois secundaristas e universitários ocuparam as galerias da ALERJ e fizeram um bonita agitação cobrando respostas dos deputados, com isso agendamos para o dia 24 de setembro uma audiencia com o Presidente para que ele recebesse todas as entidades que a essa altura tinham se somado a mobilização e que se comprometesse a por em pauta a segunda votação do projeto.




O Presidente da ALERJ nos recebeu, anunciou que botaria em pauta o projeto no dia 28 de setembro porém que por mais que passe na ALERJ a possibilidade de VETO do Governo é grande pois nas palavras dele "o projeto é muito amplo, não faz recortes de renda e não tem fonte de custeio na crise que o estado passa", e também afirmou "a possibilidade de derrubarmos o veto na casa é muito grande porém se o Governo entrar na justiça contra o projeto ficariamos de mãos atadas" nesse intuito não abrimos mão que o projeto entrasse em pauta e cobramos o compromisso que se no pior dos cenarios o projeto caisse pelos argumento apresentados já iriamos começar a construir um com todos esses detalhes e que queriamos o compromisso da Presidencia de por em pauta, o Presidente se comprometeu e colocou como combinado a segunda votação do projeto para o dia 28 de agosto.




Chegando ao dia 28 de agosto, foi muito importante essa vitória do movimento estudantil, se mobilizaram estudantes de todo o estado e de inumeras universidades, movimentos que até então não estavam muito engajados e que passaram a se somar e com isso fizemos uma bonita agitação e um bonito ato dentro e fora da ALERJ conseguindo a aprovação em segunda votação na casa. QUAIS SÃO OS PRÒXIMOS PASSOS: O Governo a partir de hoje, dia 29 de agosto tem 15 dias uteis para VETAR ou SANCIONAR o projeto, sancionando a gente só comemora, vetando, nós do movimento estudantil vamos tem que se mobilizar muito mais para derrotar o governo nessa votação do VETO na ALERJ e continuaremos nos articulando para garantirmos essa vitória nesse momento e não mais esperar promessas, por isso que no dia 31 de agosto as 14 horas na sede da AERJ ira acontecer uma reunião com todos que querem se somar a essa mobilização e garantir essa vitória de fato. Só a luta muda a vida! Sanciona Pezão! AERJ somos nós!

Rafael Figueira - Tesoureiro da AERJ
Henrique Freitas - estudante do IFRJ Maracanã e da FENET





CARTA DE APOIO DA AERJ, FENET, E MOVIMENTO DE MULHERES OLGA BENÁRIO

Recentemente explodiram séries de denuncias contra abuso de professores às alunas. Começou com a hashtag #AssédioÉHábito das alunas da rede de escolas e cursos privada PENSI e isso criou uma indignação entre alunas de diversas escolas.

Infelizmente casos como esse não começaram agora. Casos de violência contra mulher e pedofilia acontecem há muito tempo, pois fazem parte do machismo estrutural da nossa sociedade e da famosa cultura do estupro que nos fazem normalizar certas situações que passamos no nosso dia-a-dia.


A verdade é que se nos sentimos desconfortáveis é assédio, não uma "mera paquera" como querem nos fazer acreditar. Fazer denuncias podem se tornar desconfortáveis e complicadas por sermos menores de idade. A escola particular persegue e não quer fazer disso um assunto em discussão por não quererem ter a imagem manchada. Nas escolas estaduais deve ser aberta uma sindicância contra o professor na SEEDUC e nas federais processos administrativos. Mas assédio é crime! Todos esses assediadores podem ser denunciados e arcarem com processos criminais em suas costas!




Por isso a importância da nossa união em torno dessa pauta. Precisamos mobilizar todas as estudantes, pais e mães com a nossa luta para que as escolas e toda a nossa sociedade sejam ambientes acolhedores para as mulheres. Querem nos calar com projetos como Escola sem Partido e denuncias contra a discussão de gênero e sexualidade nas escolas. Não podemos desistir e por isso é fundamental que nos organizemos!








Será que é mesmo doença? 


Até 1990 era, mas desde então deixou de ser, vivemos em tempos de retrocesso, onde ser homossexual pode voltar a ser considerado doença como era a 28 anos atrás. Querem nos dizer que é anormal, mas a verdade é que o que realmente é fora do comum é o nosso país ser um dos países que mais mata LGBT'S no mundo!O que precisa ser tratado é o preconceito, não precisamos de reversão sexual, não precisamos de cura gay, precisamos de respeito, e vivemos lutando dia a pós dia, pela vida de cada pessoa que vive aterrorizada com medo de ser quem realmente é, porque esse sistema doentio simplesmente decidiu que não podemos ser quem somos, porque não nos encaixamos nos padrões que eles criaram. Não precisamos de padrões, precisamos de uma sociedade justa, precisamos de políticas públicas, precisamos debater esses assuntos com toda a sociedade e não nos vendar.
Lutamos também por segurança, sim, precisamos de segurança, para que possamos andar nas ruas e não correr o risco de ser apedrejado ou até mesmo morto, como acontece todos os dias nas ruas das cidades do nosso país, vivemos uma triste realidade e precisamos muda-lá. Ser LGBT, não é doença e muito menos vergonha, pelo contrário ser LGBT é ter orgulho de ser quem é, carregamos toda uma história e um histórico de luta, e se você tá pensado que a luta acabou, fique sabendo que ela tá só começando!






"Então quer dizer que é doença

Amar deve ser mesmo doença

Em uma sociedade tão individualista , sem crença
Que por qualquer coisa arruma desavença

Amar é ir contra o sistema
Então deixa eu ver se entendi

São malas e caixas cheias de dinheiro



Que eu e você paga. Saindo de Brasília, nego nem disfarça. 


É todo dia a mesma trapaça.

São filas imensa do SUS que parece que não anda, e não anda, porque não tem como andar , pois não tem tantos médicos 
para atender em um só lugar



Pois falou investimento... É crise!



Diz eles pra você, mas eu me espantei em ver 



tantas caixas de dinheiro na TV. 

É crime e parece que ninguém ver


E nessa sociedade que já tem tantos problemas

Amar ao outro virou sinônimo de doença









A sua homofobia é uma ofensa

Você mecheu com as minhas cores

Jogou meu Glitter no chão
Quis me ofender me chamando de gay, de sapatão

Tentou me impor suas regras, mas eu não me encaixo nos seus padrões. 
Pois eu não me importo com sexo, a aparência. Prefiro conhecer a essência de seu coração.


Agora eu afirmo e reafirmo, para o armário eu não vou voltar 

E se tentar me obrigar, vai me ver lutar
Não é homossexualidade que deve tratar, é o seu preconceito que deve curar."

















Protesto contra o Fechamento de Escolas no dia do Estudante









QUEREM FECHAR NOSSAS ESCOLAS!

Protesto contra o Fechamento das Escolas no dia do Estudante
Se já não bastava o caos na Faetec e UERJ, no ano passado, a Seeduc ainda divulgou a Resolução nº 5532 que superficialmente parece uma medida para organizar a quantidade de vagas, mas é, na verdade, um golpe para fechar mais escolas, já que segundo o INEP, desde 2010, o governo do PMDB fechou 231 escolas públicas. Isso significa, segundo o Sepe-RJ, 95 mil alunos fora da escola.
Com essas otimizações teremos uma superlotação de turmas, enorme evasão escolar, principalmente nos turnos noturnos, distanciando o caminho da escola e aproximando o da criminalidade. Ainda teremos centenas de demissões de profissionais da educação.
Até na fase de matrículas, encontramos longas filas como se não via há 10 anos, já que apenas terá abertura de vagas em novas turmas somente após superlotar as já existentes.


Ocupação do CM Paulo Freire Contra o Fechamento de Escolas

NÃO FALTA DINHEIRO!

Num momento em que 30% dos jovens brasileiros estão desempregados e o estado do Rio de Janeiro encabeça esse ranking, o fechamento de escolas é especialmente grave. O governo de Pezão, junto com o secretário Wagner Victer tem aniquilado com a educação de jovens e adultos. 
Pra começar, o governo não tem investido desde 2014 os 25% do orçamento em educação, que a constituição estadual obriga. Além disso, o orçamento pra educação em 2018 será de 7,5 bilhões de reais, um valor bem menor do que os 8,8 bilhões que o governo deu de isenções fiscais pra empresas milionárias no ano de 2016. Isso mesmo, O governo estadual gasta mais enriquecendo os milionários brasileiros do que com a educação de milhares de jovens. 


SÓ QUEM LUTA CONQUISTA!

Em meio a tanto retrocesso, uma importante vitória para o futuro da nossa juventude!
No dia 07 de Junho de 2018 foi aprovado o PL 2963/2017 de autoria do deputado André Ceciliano e Flávio Serafini - Projeto de Lei que proíbe o fechamento de escolas, turmas, ou turno escolar sem ouvir a comunidade.
O fechamento ou transferência de escolas sob administração do estado — incluindo níveis e turnos e as escolas técnicas — agora depende de pareceres do Conselho Estadual de Educação e do respectivo Conselho Escola Comunidade.
Segundo o texto, essas entidades deverão se pronunciar considerando a justificativa da secretaria de Estado de Educação, a análise do impacto do fim da unidade e a manifestação da comunidade escolar. Os pareceres serão divulgados no Diário Oficial e no site da Secretaria de Educação.
O projeto estabelece que, caso os órgãos sejam contra, deverão ser propostas alternativas ao fechamento. Se for comprovado que não é possível manter a unidade de educação, a secretaria será obrigada a indicar outra, com localização próxima, para atender à população.



#AERJNaLuta
#MinhaEscolaNãoVaiFechar
#ContraOFechamentoDeEscolas





Há dois anos decidi fazer o curso normal, pois eu tinha um filho de 2 anos e eu gostaria de ter uma profissão que não me fizesse ficar tanto tempo fora de casa ao ponto de não vê-lo crescer. Então, devido a greve dos professores, consegui entrar no meio do ano de 2016 pro CIEP 128 MAGEPE MIRIM.

A primeira coisa que me intrigou foi o questionário que o diretor fez pra minha amiga e eu: "Sabem que o curso é integral né? Vão conseguir estudar por 2 anos sem trabalhar? E você já tem com quem deixar seu filho? Completou dizendo - Não pode trazer criança pra cá exceto em dias de evento". Fizemos nossa matricula, porém horrorizadas com o "incentivo", afinal, duas mulheres mais velhas determinadas em estudar com adolescentes, essas perguntas foram um banho de agua fria.

A falta do café da manhã num curso integral, água quente e suja nos bebedouros, banheiros quebrados sem descargas e torneiras pra lavar as mãos, salas sem ar condicionado e ventilador, cobrança de uso do uniforme completo para participar da aula de certos professores, cobrança de dinheiro o tempo todo pra trabalhos sem fundamento, professores faltosos e que não davam matéria, me fizeram frequentar constantemente a sala deste diretor.

Me interessei em fazer parte de algo que pudesse mudar a realidade daquela escola. Tentei o conselho escolar, mas já tinha sido eleito, então, perguntei como fazia pra fundar um grêmio estudantil porque a gente precisava fazer alguma coisa. Fui tratada como uma velha, louca, mãe de filho querendo se meter nos problemas que não eram meus. Alguns professores, de forma doce, tentaram me convencer de que eu deveria cuidar do meu filho, como se eu já não fizesse isso, como se o motivo de eu estar alí não fosse esse.

No meio de tanta confusão só por causa da fundação de um gremio estudantil, eu perguntei ao diretor: Qual é o seu medo? O medo de todo opressor que vê o oprimido se libertando. Alí surgiu O GREMIO ESTUDANTIL A RESISTÊNCIA! Uma ideia materializada por uma mulher, mãe de 1 filho, grávida do segundo filho (passei o período da eleição grávida), dona de casa, normalista e agora presidente do grêmio e militante da AERJ.

A AERJ mudou tudo na minha vida. Primeiro, porque me fez sentir orgulho por eu ser MMM - MULHER, MÃE E MILITANTE. Segundo, porque minha idade não era motivo de vergonha, velho é quem pensa que é. Terceiro, porque me fizeram entender que a AERJ somos nós.

Lutamos contra o fechamento das escolas e graças a pressão dos setores da educação o fechamento foi barrado, lutamos contra o corte do RioCard Federal e conquistamos a Lei do passe livre para esses estudantes, fizemos vários debates nas escolas, aumentando o senso crítico dos alunos e conquistamos a volta do café da manhã no meu colégio.

Enfim, dá pra ser mulher, mãe, normalista e militante?
Se você acha que o sistema educacional tem deprimido estudantes, dá!
Se você acha que a educação é um direito e não um favor, dá!
Se você acha que a escola deve respeitar a diversidade, dá!
Se você acha que a escola deve ser um espaço de promoção à cultura, dá!
Se você acha que a maior parte da escola é composta para os estudantes, então ele que define a escola que ele quer ter, dá!
Se você acha que o curso integral deve ter as 3 mínimas refeições diárias, dá!
Se você acha que precisa ter privacidade pra usar o vaso sanitário, precisa de papel e de torneira pra lavar as mão, dá!

Tudo depende da sua vontade de mudar a realidade das pessoas.

Enquanto a educação for um privilégio, lutar é um direito!



                                Eunice Brasil, 29 anos
Militante da AERJ em Magé, Baixada Fluminense.

ROLEZINHO NO CINEMA


Nesta quarta-feira(04/04), aconteceu em Botafogo o rolezinho dos estudantes promovido pela AERJ, onde estudantes de escolas públicas e localizadas em periferias do Rio de Janeiro, assistiram o filme Pantera Negra.
Logo após o filme, abordamos e refletimos sobre questões que se relacionam com o dia a dia da juventude negra, como a falta de representatividade e desigualdade racial.
No rolezinho também ficou claro como o acesso a cultura é importante para a juventude, pois temos todos os dias o acesso a cultura e lazer negados, pois taxas absurdas são cobradas nos cinemas, teatros, shows, etc.

"Esse filme fala de uma realeza preta, coisas que a gente não vê no cinema cotidianamente, essa é a oportunidade da gente imaginar como era na antiguidade, o que representava tecnologia por exemplo no Egito, que era ponta, Medicina, filosofia, tudo que dizem pra gente sobre a Grécia é mentira, digo isso porque eu sou historiadora, a gente vai ter ideia da dimensão da nossa grandiosidade, a gente tá aqui hoje, axé!
Jéssica
Movimento Fala Acari


"Foi tipo, sensacional ter ido finalmente assistir o filme, estive na expectativa por meses e acabei não conseguindo ir por conta própria,  aí surgiu essa oportunidade maravilhosa."
Danilo - Estudante do CE. Clóvis Monteiro
Localizado em Manguinhos - RJ


"Temos que saber que nós temos a força, o povo tem a força, só precisa descobrir. Se eles não fazem nada, faremos tudo nós daqui."
Andreia
Diretora do CE. Clóvis Monteiro


"Achei de extrema importância a presença de cada um dos jovens no cinema, sabemos que muitos  que ali presentes estavam tem difícil acesso a áreas de lazer como cinemas e teatros. Sabemos que o governo nos nega conhecimento, e cinema é conhecimento, espero que possamos fazer isso mais vezes." 

Brayan Dell Farra
Diretor de negros e negras da AERJ.



A juventude quer e precisa estar em espaços como esses, pois não construímos o nosso conhecimento apenas em sala de aula. Gostaríamos de convidar todos os estudantes do Rio de Janeiro para somar com a gente nesta luta por acesso a cultura, lazer, esporte e uma educação pública, gratuita e de qualidade.


Manuela Ribeiro 
Comunicação AERJ




ESTUDANTES DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS NA LUTA CONTRA O FECHAMENTO DAS ESCOLAS!

Desde meados do ano de 2016, a prefeitura de Armação dos Búzios vem tentando acabar com ensino médio municipal no Colégio Paulo Freire. Através de muita luta e resistência, a comunidade escolar obteve vitória e conseguiu a permanência de tal modalidade na cidade.

No entanto, entre o final de 2017 e o início de 2018, o mesmo governo, ainda gerido pelo PMDB,
voltou a atacar os estudantes, cancelando o ensino médio noturno no INEF, escola localizada na região mais periférica da península, e no Paulo Freire (neste também foram fechadas quatro turmas no turno da tarde), os quais são responsáveis por atender jovens, que em sua maioria, trabalham durante o dia e já tem filhos. Além disso, também foi encerrado o ensino de jovens e adultos (EJA) na Escola M. Profª Cilea Maria Barreto.

Sem a oferta de ensino médio municipal, os alunos atendidos por esses colégios ficariam sujeitos à turmas superlotadas, teriam que se dirigir para outros municípios ou simplesmente deixariam de estudar, visto que, o único colégio estadual da cidade, não é capaz de oferecer todas as vagas necessárias. Inclusive, a fundação do Paulo Freire no ano de 2002, ocorreu justamente por já ser uma necessidade da população, que naquela época, era de apenas 18 mil habitantes, segundo o IBGE. Após mais de uma década, com o número de moradores mais que dobrado, uma única unidade do estado, sem passar por nenhuma obra de ampliação, obviamente não poderia abarcar toda a demanda de alunos existente atualmente.

 Conhecendo a realidade supracitada e ignorando a importância histórica, cultural e social destas instituições, a prefeitura criminosamente priva os jovens do acesso à educação, contribuindo com o crescimento demasiado da evasão escolar no balneário, que segundo o Ministério Público, atinge 60% da juventude em idade para estar no Ensino Médio. Taxa superior a nacional que é de 45%, e a regional que é de 37%. Sem a perspectiva de um futuro digno, ocasionado pela falta de estudos e de qualificação profissional, muitos destes alunos estarão designados ao tráfico e à criminalidade.
O ensino público e gratuito é um direito constitucional, e não pode ser violado! Quem fecha escolas, abre cadeias, pois a educação é um instrumento essencial para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência na sociedade.

JONAS SILVEIRA
SECRETÁRIO GERAL  DA UMEAB 
UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS


JUVENTUDE ORGANIZADA PARA MUDAR A EDUCAÇÃO!

Estamos vivendo uma crise na educação pública com direito a fechamento de escolas, lei da mordaça e, se não fosse a organização e resistência dos estudantes, teríamos tido o corte do riocard da rede federal ao final de 2017.
A AERJ se posiciona contra todos esses retrocessos, e também contra o autoritarismo e o assédio moral dentro das escolas!

Visando uma solução para os problemas da conjuntura atual, no diA 22 de Janeiro de 2018 houve um Debate em nossa sede com a presença dos convidados: Tânia Almenara (coordenadora da DIRAE do IFRJ), Mandato do Waldeck Carneiro (deputado co-autor do projeto do passe), Mandato do Flávio Serafini (Comissão de Educação da Alerj), Eteban Crescente (Presidente Estadual da Unidade Popular).  Neste debate realizado com estudantes de diversas regiões do estado foi apontado os desafios da juventude e do Movimento Estudantil perante a o descaso com a educação do país.

No dia 23 de Janeiro de 2018 tivemos nossa reunião do pleno realizada no IFCS com estudantes de todo o estado, unidos para deliberar sobre os eventos e a organização da AERJ durante este ano.
Com o intuito de fortalecer as lutas do Movimento Estudantil no RJ iremos realizar o encontro de grêmios, o encontro LGBT, o slam da AERJ, a CopAERJ e o 8ºConAERJ .
Também vamos fortalecer nosso trabalho em cada região, alcançando cada vez mais escolas para fortalecer nossa luta por um educação publica, gratuita, laica, de qualidade e para todos.

#AERJSOMOSNOS
#VEM8°CONAERJ





















O Rio de Janeiro foi palco de diversos momentos históricos do movimento estudantil brasileiro. Durante esse período nasceram grêmios, movimentos e entidades municipais. No entanto, ainda não existia uma entidade que representasse os estudantes  secundaristas de todo o estado.  Há 15 anos, buscando responder a demanda das lutas estudantis foi fundada a Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro- AERJ.


O ano de 2017 já começou com muito trabalho: em janeiro, houve o seminário de gestão, em seguida as mobilizações contra as reformas deste governo golpista, realizamos ainda o Primeiro SLAM Secundarista do RJ,  o Encontro de Negros e Negras Estudantes e o Encontro de Mulheres Estudantes, também tiveram mobilizações contra o fechamento de escolas e a mais recente reconquista do RioCard federal e municipal....

Neste fim de ano, após fazer história com muita luta, a AERJ comemorou cada pedacinho de suas vitórias ao longo de seus 15 anos de pura combatividade em uma grande confraternização com direito a churrasco, futebol, vôlei, etc, no campo da FIOCRUZ.



#AERJFAZ15
#AERJSomosNos





 



 

+ ESCOLAS
- PRESÍDIOS


Desde o ano de 2015 a discussão sobre a maioridade penal esta a um passo de se tornar uma realidade no Brasil. Com a Proposta de Emenda Constitucional n. 173/93, aprovada na Câmara dos Deputados, há a possibilidade de alteração do artigo 228 da Constituição Federal. A mudança ocorre com a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos quando se tratarem de crimes considerados graves, assim compreendidos os crimes hediondos, os homicídios, e as lesões corporais seguida de morte.
A diminuição da maioridade penal significa o encarceramento em massa da juventude. Atualmente 56% dos presos são jovens de 18 a 29, e 2 em cada 3 desses são negros. E normalmente essas prisões não cumprem um papel socioeducativo, fazendo com que ao sair delas o caminho a ser enfrentado seja ainda mais difícil.
Diante desse quadro, as únicas respostas que o Estado tem dado foi o fechamento de escolas, "deformas" do ensino médio e uma falsa guerra ás drogas que tem resultado no genocídio da população negra. Sem nunca se preocupar em tratar o problema de forma estrutural e cortar o mal pela raiz, ou seja: Investir em educação, cultura e lazer. É necessário entender que lugar da juventude não é nas prisões, e sim nos centros esportivos, politécnicos, universidades, teatros!
Contrariar a diminuição da maior idade penal, não é favorecer a impunidade, e sim, lutar para que o fim da juventude periférica não continue sendo prisões e morte. Enquanto o Governo não assegurar nossos direitos básicos dos jovens e da população, a será muita mobilização nas escolas e nas ruas para que nossas demandas sejam escutadas.
REDUÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO!