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ESTUDANTES DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS NA LUTA CONTRA O FECHAMENTO DAS ESCOLAS!

Desde meados do ano de 2016, a prefeitura de Armação dos Búzios vem tentando acabar com ensino médio municipal no Colégio Paulo Freire. Através de muita luta e resistência, a comunidade escolar obteve vitória e conseguiu a permanência de tal modalidade na cidade.

No entanto, entre o final de 2017 e o início de 2018, o mesmo governo, ainda gerido pelo PMDB,
voltou a atacar os estudantes, cancelando o ensino médio noturno no INEF, escola localizada na região mais periférica da península, e no Paulo Freire (neste também foram fechadas quatro turmas no turno da tarde), os quais são responsáveis por atender jovens, que em sua maioria, trabalham durante o dia e já tem filhos. Além disso, também foi encerrado o ensino de jovens e adultos (EJA) na Escola M. Profª Cilea Maria Barreto.

Sem a oferta de ensino médio municipal, os alunos atendidos por esses colégios ficariam sujeitos à turmas superlotadas, teriam que se dirigir para outros municípios ou simplesmente deixariam de estudar, visto que, o único colégio estadual da cidade, não é capaz de oferecer todas as vagas necessárias. Inclusive, a fundação do Paulo Freire no ano de 2002, ocorreu justamente por já ser uma necessidade da população, que naquela época, era de apenas 18 mil habitantes, segundo o IBGE. Após mais de uma década, com o número de moradores mais que dobrado, uma única unidade do estado, sem passar por nenhuma obra de ampliação, obviamente não poderia abarcar toda a demanda de alunos existente atualmente.

 Conhecendo a realidade supracitada e ignorando a importância histórica, cultural e social destas instituições, a prefeitura criminosamente priva os jovens do acesso à educação, contribuindo com o crescimento demasiado da evasão escolar no balneário, que segundo o Ministério Público, atinge 60% da juventude em idade para estar no Ensino Médio. Taxa superior a nacional que é de 45%, e a regional que é de 37%. Sem a perspectiva de um futuro digno, ocasionado pela falta de estudos e de qualificação profissional, muitos destes alunos estarão designados ao tráfico e à criminalidade.
O ensino público e gratuito é um direito constitucional, e não pode ser violado! Quem fecha escolas, abre cadeias, pois a educação é um instrumento essencial para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência na sociedade.

JONAS SILVEIRA
SECRETÁRIO GERAL  DA UMEAB 
UNIÃO MUNICIPAL DOS ESTUDANTES EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS


JUVENTUDE ORGANIZADA PARA MUDAR A EDUCAÇÃO!

Estamos vivendo uma crise na educação pública com direito a fechamento de escolas, lei da mordaça e, se não fosse a organização e resistência dos estudantes, teríamos tido o corte do riocard da rede federal ao final de 2017.
A AERJ se posiciona contra todos esses retrocessos, e também contra o autoritarismo e o assédio moral dentro das escolas!

Visando uma solução para os problemas da conjuntura atual, no diA 22 de Janeiro de 2018 houve um Debate em nossa sede com a presença dos convidados: Tânia Almenara (coordenadora da DIRAE do IFRJ), Mandato do Waldeck Carneiro (deputado co-autor do projeto do passe), Mandato do Flávio Serafini (Comissão de Educação da Alerj), Eteban Crescente (Presidente Estadual da Unidade Popular).  Neste debate realizado com estudantes de diversas regiões do estado foi apontado os desafios da juventude e do Movimento Estudantil perante a o descaso com a educação do país.

No dia 23 de Janeiro de 2018 tivemos nossa reunião do pleno realizada no IFCS com estudantes de todo o estado, unidos para deliberar sobre os eventos e a organização da AERJ durante este ano.
Com o intuito de fortalecer as lutas do Movimento Estudantil no RJ iremos realizar o encontro de grêmios, o encontro LGBT, o slam da AERJ, a CopAERJ e o 8ºConAERJ .
Também vamos fortalecer nosso trabalho em cada região, alcançando cada vez mais escolas para fortalecer nossa luta por um educação publica, gratuita, laica, de qualidade e para todos.

#AERJSOMOSNOS
#VEM8°CONAERJ





















O Rio de Janeiro foi palco de diversos momentos históricos do movimento estudantil brasileiro. Durante esse período nasceram grêmios, movimentos e entidades municipais. No entanto, ainda não existia uma entidade que representasse os estudantes  secundaristas de todo o estado.  Há 15 anos, buscando responder a demanda das lutas estudantis foi fundada a Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro- AERJ.


O ano de 2017 já começou com muito trabalho: em janeiro, houve o seminário de gestão, em seguida as mobilizações contra as reformas deste governo golpista, realizamos ainda o Primeiro SLAM Secundarista do RJ,  o Encontro de Negros e Negras Estudantes e o Encontro de Mulheres Estudantes, também tiveram mobilizações contra o fechamento de escolas e a mais recente reconquista do RioCard federal e municipal....

Neste fim de ano, após fazer história com muita luta, a AERJ comemorou cada pedacinho de suas vitórias ao longo de seus 15 anos de pura combatividade em uma grande confraternização com direito a churrasco, futebol, vôlei, etc, no campo da FIOCRUZ.



#AERJFAZ15
#AERJSomosNos





 



 

+ ESCOLAS
- PRESÍDIOS


Desde o ano de 2015 a discussão sobre a maioridade penal esta a um passo de se tornar uma realidade no Brasil. Com a Proposta de Emenda Constitucional n. 173/93, aprovada na Câmara dos Deputados, há a possibilidade de alteração do artigo 228 da Constituição Federal. A mudança ocorre com a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos quando se tratarem de crimes considerados graves, assim compreendidos os crimes hediondos, os homicídios, e as lesões corporais seguida de morte.
A diminuição da maioridade penal significa o encarceramento em massa da juventude. Atualmente 56% dos presos são jovens de 18 a 29, e 2 em cada 3 desses são negros. E normalmente essas prisões não cumprem um papel socioeducativo, fazendo com que ao sair delas o caminho a ser enfrentado seja ainda mais difícil.
Diante desse quadro, as únicas respostas que o Estado tem dado foi o fechamento de escolas, "deformas" do ensino médio e uma falsa guerra ás drogas que tem resultado no genocídio da população negra. Sem nunca se preocupar em tratar o problema de forma estrutural e cortar o mal pela raiz, ou seja: Investir em educação, cultura e lazer. É necessário entender que lugar da juventude não é nas prisões, e sim nos centros esportivos, politécnicos, universidades, teatros!
Contrariar a diminuição da maior idade penal, não é favorecer a impunidade, e sim, lutar para que o fim da juventude periférica não continue sendo prisões e morte. Enquanto o Governo não assegurar nossos direitos básicos dos jovens e da população, a será muita mobilização nas escolas e nas ruas para que nossas demandas sejam escutadas.
REDUÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO!
AERJ REALIZA SEMINÁRIO DE GESTÃO DE 3 DIAS


 Nos dias 20, 21 e 22 de Janeiro de 2017, se reuniram na sede da ASFOC – SN na Fiocruz, mais de 60 estudantes de várias regiões do estado para debater os métodos de atuação do movimento estudantil. Nesse seminário de gestão, após diversos debates, concluiu-se a necessidade de alcançar as pautas de cada estudante desse estado, fazendo assim, com que ele se sinta representado e queira construir a AERJ.

Sabemos que teremos um ano de muitos ataques, entre eles: Reforma da Previdência, Reformulação do Ensino Médio e PL da mordaça, mas podemos dizer também, que faremos um grande enfrentamento a isso com muita mobilização coletiva, organização e rebeldia nas ruas até barrar esses projetos que só visam o lucro dos empresários enquanto acham que calam os estudantes. Além disso, nossa sede tem que ser um espaço ocupado por cultura, debates e muita atividade política, para ser a casa dos estudantes do Rio de Janeiro, que estavam sem esse espaço desde o incêndio criminoso na sede da UNE na época da ditadura militar.



Por fim, a militância da AERJ se propõe a construir um movimento criativo, feito no chão da sala de aula e presente nas ruas com muita combatividade, pra barrar a retirada de direitos e conquistar a escola que queremos!


"A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto."
Darcy Ribeiro disse essa frase em 1977, momento em que voltava do exílio à que tinha sido mandado pela ditadura militar e o país ainda vivia um período ditatorial. 
Quase 40 anos e um golpe depois, a frase ainda é atual.
A estratégia dos governos, sobretudo a do ilegítimo governo Temer, é simples: a educação pública é sucateada, a privada é enaltecida, até que a solução óbvia pareça a privatização.
E à quem serve essa privatização?
O Ministério da Educação, sob o governo de Mendonça Filho, publicou recentemente um ranking de acordo com as médias do Enem por escola em 2015. Das 100 escolas, 97 eram privadas.
Mas não eram privadas só porque o ensino público é sucateado, mas também porque o MEC publicou esse ranking sem incluir os Institutos Federais, que ocupam geralmente os primeiros lugares.

No meio desse cenário, as propostas recentes desse governo para a educação surgem coincidentemente ou não como uma aparente solução.
A omissão da posição dos IFs deixa claro uma coisa: com investimentos e recursos, é possível uma educação melhor, e não deixar que saibam disso é conveniente pra quem lucra com o modelo privado.
Enquanto os alunos das escolas ao redor do país no primeiro semestre de 2016, principalmente nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, ocupavam suas escolas pra reivindicar recursos básicos como comida e infraestrutura, e enquanto os professores da rede estadual do Rio e da rede municipal de diversas cidades não recebiam seus pagamentos em dia e se organizavam em greves e manifestações, a Kroton, empresa que atua no setor da educação, lucrou mais de R$1,39 bilhões em 2015.

Esse processo serve pra sustentar uma lógica em que o lucro de poucos é o objetivo principal, ainda e principalmente se ele for gerado em conjunto à desumanização de muitos no ambiente escolar.

Uma das profissões com maior índice de suicídio é a profissão de professor e o grupo que mais se suicida no geral na sociedade brasileira é o grupo de jovens até 19 anos. Professor e aluno, portanto.

Isso tudo porque num ambiente em que o foco é entrar no funil do vestibular, o que é humano não cabe. E esses ambientes superlotados, somado às condições salariais e aos abusos à que os professores são submetidos, são os ambientes mais propícios pro desenvolvimento de quadros de depressão e ansiedade por parte desses trabalhadores.

Além disso, a pressão em relação ao convívio social e à necessidade de fazer escolhas muito importantes quando muito jovens, juntamente da noção deturpada e elitizada de que ter graduação é sinônimo de "ser alguém" (ainda que, no Brasil, saiam mais trabalhadores do ensino médio do que das universidades), e tudo isso enquanto as dificuldades e especificidades são ignoradas, cria ambientes em que o desenvolvimento humano e os afetos estão em segundo plano. É compreensível e óbvio que esses jovens também estejam deprimidos.

Dentre eles, duas das causas compreendidas como as mais comuns pra depressão são questões relacionadas à gênero e sexualidade. 

Num país em que propostas como a do Escola sem Partido ganham força, visando tirar da escola a responsabilidade do ensinamento crítico e pretendendo boicotar o ensino de quaisquer matérias que fujam de uma lógica teocentrada, como evolucionismo, o tão urgente debate sobre gênero é uma realidade ainda mais distante.

Se posicionar a favor dessa ótica privatizadora é fechar os olhos pra realidade do adolescente sem o direito de sonhar e viver.

A crise da imposição da vontade das elites em detrimento dos direitos populares não é uma crise, é um projeto. E um projeto alienante e anti-democrático.

Julia Vilhena

A aprovação da PEC 241 na câmara deixou mais claro ainda a quem serve o governo de Temer e Mendonça: aos empresários e banqueiros. Enquanto vemos essa medida que congela e reduz os investimentos na educação e saúde, diminuindo salários, cortando bolsas, acabando com o investimento em infra-estrutura e causando uma catástrofe no país com o aumento do desemprego, do outro lado vemos a permanência da intocável dívida pública dos banqueiros, quase um trilhão de reais por ano, ou seja, 42% do orçamento da União. Além disso, a grande parte dos apoiadores dessa medida não passam de corruptos que atuam em prol de seus enriquecimentos e de manutenção dos privilégios da classe dos ricos e poderosos. A reforma do Ensino Médio, divulgada sem consultar os estudantes e professores, é outro ataque ao modelo de educação pública e questionadora que a AERJ defende. Ao invés de mais debate e interação das disciplinas com o pensamento crítico, Temer e Mendonça querem tornar as escolas verdadeiras fábricas onde o estudante vai se tornar mão de obra barata e a profissão de professor vai virar um bico. Por fim, o nefasto projeto Escola sem Partido, apresentado pelo Alexandre Frota, é a mordaça pra calar todo mundo na escola e até mesmo prender quem quer lutar pelos seus direitos, formando a escola do pensamento único.
É nesse momento que devemos ir para cada escola, sala de aula, para mobilizar os estudantes para grandes atos e para o Congresso da AERJ, afim de virar do avesso esse Estado! Não teremos um dia sem luta para dar resposta a esses ataques. A fórmula certa do ensino médio será Estudante + Luta = Vitória, a escola tem que ser sem mordaça e pra barrar a PEC 241 do congelamento, vamos botar fogo nas ruas por todos os cantos do Rio de Janeiro!
Fora Temer e Fora Mendonça!
 Nesse sábado, 17 de Setembro, ocorreu uma reunião entre professores, ex alunos e estudantes para falarmos da situação do Colégio. No primeiro momento a fala foi dos professores com o intuito de formar uma associação de ex alunos. No segundo momento tivemos depoimentos de ex-alunos e da mãe representante do Colégio que contaram a importância que a luta teve e continua tendo na vida das pessoas e reforçando o pedido que o grêmio fez, que os alunos continuem lutando pelos seus direitos. A luta não acaba agora porque ainda precisamos garantir o espaço próprio pro Colégio, que hoje funciona dentro do Cefet Maria da Graça, mesmo tendo espaço próprio em Bonsucesso. O problema é que o governo do Estado não reforma o local próprio do Colégio em Bonsucesso e enquanto isso resistimos nessa estrutura de hoje e lutaremos pra garantir nosso próprio colégio!
                   Atualmente estamos vivendo uma crise de representatividade política muito grande entre os trabalhadores e estudantes. A realidade é que pouco nos sentimos representados pelos partidos que vêm disputando as eleições nos últimos anos. Isso porque muito prometem e pouco cumprem. No entanto, ao invés de fomentar a participação política popular a fim de permitir que o povo faça sua própria política, alguns setores hipócritas da política se aproveitam disso para lançar o projeto de lei “escola sem partido”, sabendo que com esse nome pode ganhar apoio dos mais desacreditados em organização política e enganar a muitos. Mas não nós.

                   O projeto de lei escola sem partido significa na prática a criminalização de opiniões políticas contrárias a opinião dos que dominam a política hoje com seus malotes de dinheiro e a criminalização do direito de organização. Ninguém é obrigado a se organizar em nenhum partido, ninguém é obrigado a pensar igual a ninguém, mas precisamos ter espaço para debater, senão ficaremos sempre presos a ouvir a opinião de quem tem a máquina na mão.

                   Essa lei não significa efetivamente não fazer política na escola. Isso seria impossível, já que a administração de uma escola e a convivência e aprendizado são atos políticos por sua natureza. Significa não poder contestar em caso de discordância, com medo de ser acusado de romper com essa lei.

                   O direito de organização e o direito de expressão são direitos que foram conquistados com muita luta, muito suor e muito sangue de quem lutou contra a ditadura e esse tipo de lei. Já calaram nossa voz antes e para podermos falar novamente tivemos que ver vários companheiros dessa luta pela educação e por uma sociedade diferente morrerem, serem torturados e outras barbaridades defendidas pelos conservadores no nosso país.

                   A história se repete e por isso precisamos nos organizar desde já para barrar esse projeto de lei. Não à censura! Pelo livre direito de organização e de expressão!

Rafaela Corrêa
Secretária Geral da AERJ





O Estado do Rio de Janeiro desde 1º de janeiro de 2003 é governado pelo PMDB. O ciclo começa com Rosinha Garotinho (hoje no PR) passando a bola para Sérgio Cabral, que assume o Palácio Guanabara em 1º de janeiro de 2007 até o dia três de abril de 2014, onde entrega a cadeira para seu Vice Governador, também do PMDB, Luiz Fernando Pezão, que em seguida é eleito Governador para o mandato 2015/2018. Em 28 de março de 2016 esse ciclo é “interrompido” por problemas de saúde de Pezão, que entra de licença, assumindo seu Vice, Francisco Dorneles, do PP, porém, com a mesma política econômica de todos os governos do PMDB, governar para os ricos!

No dia 17 de junho de 2016 um fato histórico acontece no Estado do Rio de Janeiro. O Governador interino Francisco Dorneles decreta “Estado de Calamidade Pública”. Um fato nunca acontecido na história do Rio. Esse decreto tem como justificativa a falta de dinheiro do Estado para pagar serviços públicos básicos como educação, saúde, segurança pública e previdência. Importante lembrar que desde 17 de março acontece uma greve geral dos servidores da educação (ensino médio, ensino técnico e universidades estaduais) do Estado do Rio de Janeiro. Porém, o fato dos aposentados e funcionários do Estado não receberem seus salários fica abafado nas vozes de Dorneles, pois o Rio de Janeiro está prestes a receber um evento mundial, as Olimpíadas e as Paraolimpíadas, e o Estado não tem recursos para concluir as obras do mega evento. Claro, para o governo, que isso não pode acontecer. Porém, as famílias dos servidores podem ficar sem comida na mesa e as contas de luz e água podem ficar meses atrasadas.

Falando em contas, importante lembrar que durante o reinado do PMDB no Rio de Janeiro, empreiteiras, empresas de ônibus, joalherias, a Super Via, entre outras, receberam isenção fiscal de mais de 128 bilhões de reais do Estado. Dinheiro que pagaria o salário de todos os servidores públicos do Estado por 6 anos. Além disso, Sérgio Cabral e Pezão também foram alvos da delação premiada de Paulo Roberto Costa (ex-Diretor de Abastecimento da Petrobrás) na operação Lava Jato. Paulo Roberto os acusa de receber mais de R$ 30 milhões de “caixa dois” para a campanha de Pezão.

O governo do PMDB também foi protagonista de episódios marcantes na sua gestão. Considerado o governo de Estado com maior rejeição no período das jornadas de junho de 2013, o movimento “Fora Cabral” tomou repercussões nacionais ocasionando inclusive acampamentos em frente à casa do ex-governador. Outro fato importante é que Pezão foi eleito com um número de votos nulos maior que o seu quantitativo de votos validos. Além disso, o número de greves de setores essenciais foi gritante, destacando as greves da educação e o movimento SOS Bombeiro. Sérgio Cabral também foi o governador que entregou o Maracanã de mãos beijadas para Eike Batista e quem aplicou a política de higienização das favelas cariocas para a Copa do Mundo através das UPPs.

O desgoverno do PMDB não é de hoje. Cabral e Pezão faliram o Rio de Janeiro e encheram seus bolsos e dos empresários de dinheiro com sua política de governar para os ricos; porém os estudantes, a juventude e os trabalhadores nunca abaixaram a cabeça para tantos ataques e sempre se mobilizaram muito. Importante lembrar que em 2013 o Rio de Janeiro botou mais de um milhão de pessoas nas ruas gritando “Fora Cabral” e que recentemente o processo de ocupações de escolas do Estado do Rio de Janeiro conseguiu grandes vitórias para a gestão democrática da educação, com o fim do SAERJ, política meritocrática praticada durante grande parte do Governo PMDB, além da conquista de eleições diretas para diretor de escola!
O que faliu o Rio de Janeiro não foi o Passe Livre dos estudantes e nem o reajuste salarial dos servidores públicos, mas sim a política de privilégios para os ricos que o PMDB tem como regra em seus governos; lembremos que também foi o PMDB com toda a corja da Câmara Federal que deu um golpe no país tentando impor um governo ilegítimo de Michel Temer, que não representa a juventude e nem os trabalhadores.
Temos muito que lutar para acabar com essa política de governo para os ricos no Rio de Janeiro e no Brasil. A saída é a luta. Esses governos não resistem a pressão popular organizada, greves, ocupações e muita denúncia. Nós da AERJ nos somamos a todas as lutas dos servidores contra as injustiças do PMDB. Os trabalhadores e a juventude não pagarão pela crise. Não temos nada a temer!






Hoje aconteceu mais uma assembléia dos profissionais de educação do estado do Rio de Janeiro. Nessa assembléia se discutiu sobre os rumos da luta no estado, pós o anuncio do Governador Interino Francisco Dorneles de Estado de Calamidade Pública. Depois de uma discussão saudável e democrática, a grande maioria da assembléia decidiu a continuidade da greve da educação do Rio de Janeiro e um ato com a concentração no Museu do Amanhã que saísse andando pelos trilhos do VLT até a cinelândia.
Em um episódio covarde e de caráter fascista, quando uma companheira da AERJ andava em meio ao ato com nossa bandeira nas costas de surpresa um individuo vestido de preto e encapuzado puxou a bandeira e com muita rapidez há levou para o meio da manifestação. Isso nos causou muita indignação e revolta. Não poder andar tranquilamente no meio de um ato onde todos querem uma educação pública de qualidade é um absurdo e uma atitude além de covarde caráter fascista.
Não nos enganemos que fascista é só quem clama por ditadores na camará federal ou a policia militar que combatemos dia a dia. Devemos debater com a mesma gana discurso e práticas fascistas do nosso meio. Nosso inimigo é essa sociedade falida e essa política que os governantes se dedicam seus dias a construir para aumentar os lucros dos ricos e não quem decidiu se organizar e lutar, porém pensam a tática diferente da nossa. Reprimir que qualquer estudante use uma camisa de entidade ou que hasteie sua bandeira e ideal foram fatos que a ditadura militar fez e que relembrando vários heróis cujo quais falamos muito em nossos discursos como Mariguela, Manoel Lisboa de Moura, Marco Nonato da Fonseca, Olga Benário, Helenira Resende entre outros deram suas vidas pra  combater.
Nós da AERJ não achamos que somos donos da verdade. Construímos um movimento em todo o estado do Rio de Janeiro e nos dedicamos a o máximo a construir o movimento estudantil da melhor forma possível de uma forma independente de governo e combativa. Construímos grêmios, fazemos manifestações, ocupamos escolas e sempre estivemos presentes na luta ao lado dos professores e nunca nos negamos a debater de uma forma tranquila com quem discordasse da nossa prática e atuação. Entendemos que esse fato é marcante pois ninguém em momento nenhum questionou nossa participação no ato e numa ação baixa, que lembra atitudes da PM quando assassina jovens negros na favela pelo simples fato de serem negros e pobres  fomos julgados pelo simples fato de nos organizarmos para lutar. Esse fato é simbólico para o movimento estudantil e que tem que nos fazer refletir. Além de termos poucas bandeiras e só quem milita cotidianamente sabe o quanto suamos para ter cada uma delas, atitudes como essa não somam em nada para um movimento combativo e conseguente e sim para rinchas do movimento estudantil e fortalece um discurso de ódio contra quem não é nosso inimigo real.
Nossa resposta é nas ruas e em organização. Nosso trabalho só cresce em todo o estado e caminhamos para organizar o maior congresso de estudantes do Rio de Janeiro. Hoje somos centenas de jovens no Rio de muitas etnias, orientações sexuais, cidades e opiniões. Nosso consenso é compartilhar o  sonho de construir uma escola e educação com a nossa cara e uma sociedade justa.
Os cães ladram em quanto a caravana passa!
A nossa luta é todo dia!
Fascistas não passarão!
A AERJ somos nós!
           O processo das ocupações do Rio de Janeiro foi um marco da luta secundarista do Rio de Janeiro. Desde as ocupações de São Paulo esse movimento tem crescido bastante e ganhado uma proporção e adesão sem igual. No Rio esse processo começou muito parecido com a "Revolta dos Pinguins" no Chile. Depois de mais de 300 manifestações na porta de escolas estaduais as ocupações começam. Porém só se massificam a partir do dia 8 de abril quando os estudantes decidiram ocupar o Colégio Estadual Chico Anysio, a menina dos olhos da SEEDUC, uma escola onde se incentiva "Protagonismo Juvenil" porém quando os estudantes foram botar o tal "protagonismo" em prática foram duramente reprimidos e logo o ocuparam sua escola.
           O processo se desenrolou e chegou a mais de 70 escolas ocupadas em todo o estado.
           Em meio a mobilização houveram iniciativas de se formar um espaço coletivo que representasse todas as ocupações. Porém devido a falta de habilidade e amadurecimento político de algumas entidades estudantis e comportamentos hora fascistas, hora oportunistas de alguns estudantes e professores denominados "independentes" a dificuldade para a conformação desse espaço foi grande.
           O comando das ocupações deliberou coisas importantes, desde o trancaço em todo estado das escolas ocupadas até a ocupação na SEEDUC para conseguir diálogo com o secretário de educação Antônio Netto.
           Depois de compromisso do Secretário com o fim do SAERJ e da coleira eletrônica além da eleição direta pra diretor no início de 2017 e nas escolas ocupadas em 40 dias após a desocupação com a pressão dos estudantes o movimento se fez vitorioso e em menos de uma semana aconteceu a votação do projeto de Eleição Direta para diretor de escola na ALERJ passando por humanidade.
           Pós isso estava dada a maior vitória do movimento secundarista do Rio de Janeiro pós a conquista do passe livre. Porém vários setores insistiam em dizer que essa vitória não significava nada.
           Pós isso muitas coisas aconteceram. O governo do estado bota um verdadeiro "bode na sala" nomeando para Secretário de Educação o Presidente da FAETEC Wagner Victer para atrasar as negociações que já estavam bem encaminhadas. Além disso o comando das ocupações começa a perder sua legitimidade e ter posicionamentos arbitrários de não deixar integrantes de Entidades estudantis participarem de suas reuniões e estudantes de escolas ocupadas usarem adesivos e blusas de suas respectivas entidades e movimentos além de ameaças machistas por parte de alguns integrantes do comando para com as companheiras da AERJ.
           Na reta final das ocupações vimos a Juíza responsável por mediar o caso decidir que as ocupações podem continuar porém não pode impedir as aulas num tom arbitrário e de tentar esfriar o movimento das ocupações.
           Antes mesmo disso acontecer com todo o desgaste do tempo, movimento desocupa e entendendo que o movimento foi vitorioso como poucos que já aconteceram no estado e agora nos cabe continuar cobrando o governo do estado para cumprir suas promessas várias escolas ocupadas decidem desocupar com um importante saúde vitorioso.
           A AERJ acredita que esse movimento foi uma verdadeira aula de cidadania para todos que viveram e a acompanharam o processo das ocupações. Vivência coletiva, desconstrução de preconceitos, inúmeros debates e a construção da escola que queremos não é pouca coisa nesse momento da história onde se ameaça a frágil democracia que vivemos.
           O processo das ocupações foi muito vitorioso e vai deixar de herança toda uma geração de jovens que nunca mais vão ser os mesmos nas salas de aula, em casa, nas universidades e nos espaços de trabalho.
           A juventude tem um potencial de mudança que nenhum teórico conseguiu dimensionar até hoje. Nós somos peça essencial na construção de uma sociedade mais justa.
           Nosso saldo de crescimento é imenso, tanto politicamente quanto numericamente. A entidade que diz que saiu desse processo sem aprender nada e sem nenhuma autocrítica pra fazer vive alheia a realidade é não entendi a importância da papel de transformação social do movimento estudantil.
           A luta avança e a AERJ só cresce, com muitos jovens estudantes que decidiram se organizar e vale destacar que grande maioria dessa juventude é de mulheres, negros e LGBTs que são as principais vítimas dessa sociedade.

           A AERJ somos nós!







Muita gente tem se perguntado e questionado bastante porque o movimento de ocupação das escolas estaduais do Rio de janeiro tem ganhado tanto corpo, apoio e tem incomodado tanto a Secretaria de Educação e o Governo Estadual. No fim de 2015 quando explodiram as ocupações no Estado de São Paulo contra o projeto de Reorganização do Alckmin muita coisa ficou evidente e se descobriu nesse processo. A primeira delas é o descaso dos governos com a educação pública, um direito conquistado do povo brasileiro. Hoje temos escolas caindo aos pedaços de norte a sul do pais, professores desvalorizados com materiais pré históricos ao mesmo momento que vemos as assembleias legislativas e câmaras de vereadores com estruturas colossais e grande parte dos filhos de parlamentares estudarem em escolas privadas.



"Entender a escola como um espaço de formação de seres humanos e não de maquinas é um tapa na cara do quem quer usar a educação como negócio."

Outra coisa muito importante que se desenvolveu nesse período de ocupações e que cresce a cada momento é o de pertencimento dos estudantes ao que é seu, no caso a escola. Quando estudantes ocupam uma escola e fazem dela um espaço agradável e que de fato os estudantes queiram ficar por ali e viver aquela realidade, isso é uma grande revolução que não interessa aos poderosos. Entender a escola como um espaço de formação de seres humanos e não de maquinas é um tapa na cara do quem quer usar a educação como negócio.
Hoje os jovens ocupam suas escolas, universidades, assembleias legislativas e sedes de governos autoritários com muitas pautas e um só sentimento, de construir uma sociedade diferente onde a juventude seja levada a sério e o lucro não venha antes da vida. Em junho de 2013 a juventude tomou as ruas por mais direitos de um jeito que o Brasil nunca tinha visto e hoje o mesmo sentimento está nos corações e mentes da estudantada do Rio de Janeiro e do Brasil.




A ocupação trata da mesma forma desde o aluno mais bagunceiro até o mais “nerd”. Todos eles passam a ser construtores de um mesmo espaço. Fato que na ocorre quando na gestão da escola a democracia não prevalece. Como no caso das escolas estaduais do Rio de janeiro onde os estudantes mesmo sendo mais de 80% da escola sequer podiam votar no diretor da unidade escolas.
As ocupações vieram não só pra conquistar vitórias reais para o movimento mais também para dar uma aula de cidadania a toda essa juventude que tem o privilégio de viver esse momento e um ponto final na política de mercantilização da educação e na meritocracia do estado que só pensa em maquear resultados.



As entidades estudantis sempre tiveram um grande papel nas mobilizações da juventude do pais. Mais um papel diferente do que cumprem hoje. Hoje grande parte das entidades estudantis vivem a reboque da estudantada e sofrem de um grande vicio pois não conseguem entender que o estudante se sente construtor de algo quando verdadeiramente ele pode construir e ter voz nesses espaços. Hoje nós da AERJ temos muito orgulho de crescer a cada dia mais nesse momento histórico. Hoje a AERJ se coloca como alternativa para os estudantes do Rio de janeiro de construir um movimento estudantil democrático e com a nossa cara, sem tutela de ninguém, sem aparelhamento mais com muito movimentos estudantil na base e com muitos sonhos. Pois sonho que se sonha junto vira realidade.
Viva a juventude secundarista que quer tomar seu futuro nas mãos! Organize sua rebeldia!
A AERJ somos nós!
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Hoje, dia 28 de março de 2016 faz 48 anos da morte do estudante secundarista brasileiro, Edson Luís de Lima Souto, assassinado brutalmente pela ditadura militar em 1968. Ele foi morto por policiais militares enquanto organizava uma passeata-relâmpago contra a alta do preço da comida do restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro. Sua morte gerou grandes mobilizações contra o regime militar.



Edson Luís, nasceu em Belém, no Pará. E se mudou para o Rio de Janeiro para concluir seu segundo grau, mais conhecido hoje como ensino médio no Instituto Cooperativo de Ensino, que funcionava no restaurante Calabouço. 


Mesmo após sua morte, Edson Luís, um guerreiro do movimento estudantil, vive em cada um(a) de nós. Ele está presente em cada estudante secundarista. E é por isso que hoje, após 48 anos de sua morte, a AERJ - Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro presta homenagem à Edson Luís, e todos(a) seus(suas) camaradas que lutaram contra o fechamento do restaurante Calabouço, por um educação pública de qualidade e principalmente pelo fim do regime militar no Brasil.
Edson Luís, presente! Hoje e sempre!




Caroline Reis,
Militante da AERJ em Duque de Caxias

Depois de um combativo ato dos estudantes de Itaperuna que ocuparam a prefeitura, não poderia vir nada além de muitas conquistas! - Os cartões serão recarregadas - Os estudantes que moram longe ganharão direito a pegar mais ônibus - O ônibus irá na porta do IFF - A rua do IFF será pavimentada acabando com o problema e bem iluminada - Os novos alunos receberão o passe no primeiro dia - Transparência nos gastos das prefeitura com a empresa de ônibus - Os horários de ônibus serão ampliados para os alunos do período noturno E ainda, na quarta-feira, os estudantes organizados pela AERJ levarão o projeto de passe livre todo o dia e ilimitado para a Câmara dos vereadores. Só com luta se conquista!
                Hoje, 22/02, ocorreu o “abraçaço” FAETEC em diversas unidades da rede onde os estudantes de cada unidade se uniram com seus grêmios para protestar por melhores condições de ensino, cada uma a sua maneira. Os estudantes sentiram a necessidade de se fazerem ouvir, pois chegaram à conclusão de que não poderiam mais esperar de braços cruzados as coisas melhorarem.
A precarização da FAETEC é cada vez maior: dois anos após a copa do mundo e com as olimpíadas se aproximando, a população do Estado do Rio de Janeiro começa a sentir a falta que faz o dinheiro que foi investido em eventos esportivos ao invés de melhorias na saúde, educação e segurança pública. Usando a desculpa de crise econômica o governo do estado faz diversos cortes em todos os setores públicos administrados por ele, e a FAETEC não é exceção. 
                Dentre as medidas que prejudicam a comunidade FAETEC (professores, alunos, funcionários, etc.) podemos citar o não pagamento do salário dos terceirizados durante 3 meses (novembro, dezembro, janeiro), a falta de merenda nas unidades, em algumas não há merenda, em outras o almoço são as sobras do dia anterior, em outras o almoço de sábado foi cortado. E a escassez do repasse de verbas é tão grande que os professores e funcionários das escolas foram PROIBIDOS de almoçar. Há diversos outros problemas referentes ao corte de verbas, como a redução do número de turmas e o superlotamento das mesmas, fazendo com que haja professores sobrando nas escolas (excedentes) mesmo as escolas necessitando deles. 
                Outro problema dos problemas excedentes é a realocação que haverá destes, fazendo com que não haja mais projetos extracurriculares nos colégios, como Robótica, teatro, musica, xadrez, etc. que são super importantes para a formação do aluno não só como técnico mas também como cidadão. Diante dessas questões, os estudantes da FAETEC se organizaram e decretaram que o dia 22/02 seria o dia de apoio e solidariedade a rede, um dia para “abraçar” a escola e mostrar o quanto essa instituição é importante para nós e o quanto a sua precarização nos prejudica. Segue abaixo o que cada escola fez no dia de abraço à FAETEC:

                E.T.E Ferreira Viana: Os estudantes da ETEFV fizeram um mutirão cartazes de apoio à rede durante 3 dias que foram exibidos hoje. Depois do almoço, foram feitas entrevistas e uma roda com vários estudantes e professores, lotando o pátio, em que representantes do grêmio e da AERJ falaram da importância de se saber do que está acontecendo com a FAETEC e as consequências disso, falando que esse é só o começo e que é essencial que todos se unam pra mudar essa realidade de cortes, puxando palavras de ordem, como:
VAI TREMER, VAI TREMER
A ETEFEV VAI TREMER
PORQUE A GENTE QUER ESTUDAR
E NÃO TEM NADA PRA COMER

                E.T.E Juscelino Kubitschek: O ato, que começou por volta das 10h, reuniu diversos alunos da instituição; calouros, veteranos e professores participaram de um debate onde foi discutida a situação o estado de calamidade das nossas e das outras instituições. Segundo Thiago Percides, que estuda turismo no JK, foi lindo, todas as partes opinaram e o debate fluiu perfeitamente. Depois do almoço, os estudantes se reuniram no pátio da escola, onde ocorreram jograis e palavras de ordem, após isso, deram um "abraço" na escola e encerraram cantando o hino nacional.

                E.T.E República: Os alunos da maior unidade da FAETEC e também sede da rede fizeram um cordão em volta da escola, com professores e funcionários. Depois seguiram em direção a presidência da rede, onde fizeram um ato.

                E.T.E Oscar Tenório e E.T.E Visconde de Mauá: As FAETEC de Marechal fizeram um abraçaço em conjunto em volta da escola pra dar mais força a manifestação. Seguido de uma passeata até a praça de Marechal.

                E.T.E Henrique Lage: Os estudantes da FAETEC de Niterói se uniram a professores e funcionários pra fazer um cordão em volta da escola. Depois os estudantes se dirigiram ao centro de Niterói em passeata contra os cortes de verba da FAETEC.

Nathalia Alcáçova 

Diretora de Escolas Técnicas da AERJ

Pedro Moura 

Diretor do Grêmio do Ferreira Viana


O carnaval já acabou e o ano letivo de 2015 ainda não foi concluído.
No ano passado a categoria dos professores começou a ser bombardeada pelo governo, ataques diretos aos direitos dos trabalhadores, que ficaram por meses sem os seus salários, retiradas de direitos trabalhistas. No entanto mobilizações foram feitas pelo sindicato, juntamente a AERJ onde ocupamos ruas da cidade, ocupamos a prefeitura municipal de Cabo Frio por uma semana, questionamos incansavelmente a falta de verba para a educação.
Os salários são atrasados, o décimo dos profissionais foram os únicos a serem parcelados em cinco vezes e ainda nada foi resolvido. O ano não foi concluído, não por má vontade dos professores, a categoria mostrou transparência durante toda a greve, que já se estende por dois meses e quatro dias. 
Pedimos a compreensão dos pais de alunos, e que se juntem a essa luta para mostrarmos o apoio aos profissionais da educação. Precisamos da organização e da pressão dos trabalhadores, pais, alunos, para conseguirmos todos os direitos que hoje em dia são dados de forma incompleta.
Analisemos a educação de baixa qualidade, incapaz de atender às características de cada lugar, longe de atender as demandas profissionalizantes e, somado a isso, os profissionais mal tratados. Como essa educação precária pode mudar a vida de um povo?


Chantal Campello
Militante da AERJ Região dos Lagos

Observação: A AERJ se solidariza com a greve dos profissionais da educação de Cabo Frio e apóia a decisão do SEPE Lagos de manter a greve enquanto seus direitos não forem respeitados. Somos contra a manifestação que está sendo puxada por apoiadores do governo de Cabo Frio contra os grevistas e consideramos essa manifestação um ataque aos direitos dos trabalhadores e alunos que lutam por uma educação de qualidade!